A campanha não detalhou os casos em outras plataformas. Na 4ª feira (14.out.2026), o líder do PT no Senado e porta-voz da campanha, Camilo Santana, disse que a Meta de favorece Flávio Bolsonaro (PL) na IA do WhatsApp.

Ao pedir uma bandeira de Lula (13), a ferramenta não a mostra, mas exibe a de Flávio Bolsonaro (22). Na busca por “exército do Lula”, sugere a página da “tropa do Flávio”. O inverso, segundo ele, não acontece. O caso pelo Poder360 .

A campanha afirma ainda que o perfil de Lula ficou por horas sem o botão de repostar e teve falhas nos Stories. Camilo disse que a Meta reconhece falhas técnicas, mas não dá transparência. Segundo ele, o site da campanha recebeu mais de 2.500 denúncias de cidadãos em 3 dias.

A campanha vai levar o caso à OEA (Organização dos Estados Americanos) e à ANPD (Autoridade Nacional de Proteção de Dados). Na 5ª feira (15.out), reunirá os observadores internacionais credenciados no TSE (Tribunal Superior Eleitoral).

A Meta nega as acusações feitas pela campanha. Em nota, disse que as alegações são falsas e que cumpre as normas eleitorais.

O marqueteiro da campanha, Sidônio Palmeira, ligou a suspeita de interferência aos Estados Unidos. Citou o Brexit como exemplo e disse que a Meta sempre beneficiou a “extrema-direita” .

“Estão objetivamente interferindo nas eleições dos brasileiros” , declarou ao afirmar não ter dúvidas sobre o interesse norte-americano no pleito interno.

Também na 4ª feira (14.out.2026), a campanha se reuniu com representantes de partidos e entidades de defesa da democracia de mais de 12 países. Camilo afirmou que o objetivo é fazer a denúncia ser repercutida em parlamentos e na imprensa dessas nações.

Questionado sobre quais países participaram, citou Estados Unidos, Reino Unido, Argentina, Colômbia, Mocambique, Guatemala, Honduras, Uruguai, Venezuela, Chile e Espanha.

O governo do presidente defende desde o início do ano regras mais rígidas para as big techs e alerta para os riscos da influência dos algoritmos nas eleições.

Em abril, na Espanha, Lula criticou o que chamou de “colonialismo digital” e defendeu medidas para evitar interferência externa. Em maio, o governo editou decretos que ampliaram a responsabilização das plataformas digitais . Em julho, o Planalto associou a pressão de congressistas republicanos dos Estados Unidos contra a regulação brasileira a uma tentativa de influenciar o debate político nacional, segundo reportagem do Poder360 .

Campanha de Lula vai à OEA contra “interferência” de big techs

Após reunir 12 países, Lula chama observadores do TSE para tratar da Meta