Flávio criticou a proposta e defende a PEC do Trabalho Flexível, apresentada pelo senador Rogério Marinho (PL-RN), coordenador de sua campanha presidencial. O texto permite a negociação da jornada de trabalho entre empresas e funcionários, inclusive com contratação por hora trabalhada e remuneração proporcional.
O fim da escala 6 X 1 é uma das principais bandeiras eleitorais de seu adversário no 2º turno, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). A aprovação da PEC no Senado representa uma vitória para o petista, que articulou um acordo para votar a proposta antes do 2º turno da eleição presidencial, marcado para 25 de outubro.
O líder do PL na Câmara dos Deputados, Sóstenes Cavalcante (RJ, afirmou, nesta 4ª feira (14.out), que os senadores do partido apoiariam a proposta do fim da escala 6 X 1 em votação no Senado. O congressista disse, contudo, que a sigla defenderá, em 2027, a aprovação da PEC do Trabalho Flexível.
Críticas à proposta
Em 6 de outubro, Flávio criticou a proposta em discussão no Congresso para acabar com a escala 6 X 1 e defendeu que trabalhadores tenham liberdade para definir a própria jornada.
Na 3ª feira (13.out), o senador afirmou que votaria a favor da PEC , embora considere o texto mal formulado e prejudicial à economia.
A campanha de Flávio avalia que um voto contrário poderia prejudicar eleitoralmente o candidato . Levantamento da Genial/Quaest divulgado em maio mostrou que 68% dos eleitores brasileiros são favoráveis ao fim da escala 6 X 1 .
A votação também integra a estratégia de Lula para a tentativa de reeleição. A aprovação da proposta antes do 2º turno permite ao presidente associar sua campanha a uma medida que conta com amplo apoio popular.
PL defende jornada flexível
Em maio, Rogério Marinho protocolou no Senado uma PEC que permite a negociação da jornada de trabalho entre empresas e funcionários.
O texto autoriza acordos individuais para a contratação por hora trabalhada, com remuneração e direitos proporcionais. Na prática, a medida pode resultar em redução salarial caso haja diminuição da jornada.
Ao todo, 40 senadores assinaram a proposta , entre eles 16 do PL, incluindo Flávio Bolsonaro.
PL votou a favor na Câmara
Sóstenes afirmou na 3ª feira (13.out) que o partido sempre apoiou a PEC que acaba com a escala 6 X 1 e negou mudança de posicionamento.
“Nunca. Nós votamos aqui a favor, nunca mudou de opinião. É que vocês não informaram direito” , declarou a jornalistas.
Em maio de 2026, a Câmara aprovou , em 2º turno, a PEC que estabelece a escala 5 X 2 e reduz a jornada semanal de 44 para 40 horas, sem redução salarial.
Dos 97 deputados do PL, 81 votaram a favor do texto , 9 foram contrários e 7 não participaram da votação.

