A apuração começou depois de uma representação apresentada pelas organizações Artigo 19, Conectas Direitos Humanos, Sleeping Giants Brasil e CTRL+Z. O grupo reuniu mais de 1.000 relatos de bloqueios, remoções de publicações e suspensões de contas durante as eleições de 2026. As organizações consideram as restrições arbitrárias.

Segundo a representação, jornalistas, comunicadores, veículos independentes, entidades estudantis, coletivos de direitos humanos e outros usuários tiveram contas ou publicações restringidas sem explicações suficientes. As organizações afirmam que manifestações políticas legítimas foram retiradas com justificativas genéricas.

Em ofícios enviados nesta 4ª feira, a PFDC deu 5 dias para Meta e X explicarem os casos relatados. O órgão quer saber se as restrições resultaram de ordens judiciais ou de mecanismos automatizados das empresas. Também pediu informações sobre a comunicação aos usuários atingidos e os canais disponíveis para contestar as medidas.

Entre os casos mencionados pelas entidades está o perfil Revelando Brasil, retirado do Instagram depois de publicar um vídeo apresentado por Fábio Porchat. A Meta restaurou a conta em 23 de setembro depois de uma revisão interna e pediu desculpas, sem informar qual regra havia motivado a retirada. A representação também cita a Mídia Ninja e contas ligadas a movimentos sociais e coletivos culturais.

A PFDC encaminhou a documentação recebida à PGE (Procuradoria Geral Eleitoral).

O Poder360 procurou a assessoria da Meta por meio de e-mail para perguntar se gostaria de se manifestar. Não houve resposta até a publicação desta reportagem. O texto será atualizado caso uma manifestação seja enviada a este jornal digital.

O Poder360 tentou entrar em contato com o X, mas não teve sucesso na busca de um telefone ou e-mail válidos até a publicação desta reportagem. Este jornal digital seguirá tentando estabelecer contato. Este texto será atualizado assim que alguma manifestação for recebida.