O objetivo da operação é desarticular uma organização criminosa suspeita de utilizar uma rede de postos de combustíveis na região metropolitana do Rio de Janeiro para lavar dinheiro.

A ação, autorizada pelo ministro Alexandre de Moraes , do Supremo Tribunal Federal , resultou no cumprimento de outros 5 mandados de prisão preventiva e 16 mandados de busca e apreensão no Rio de Janeiro, em Niterói, Angra dos Reis, Petrópolis, Búzios, Nova Iguaçu e São Gonçalo.

Além de Canella, foram presos, segundo o g1 :

Christiano Gaspar Fernandes;

Giovanni Gaspar Fernandes;

José Carlos Alves de Sousa Júnior;

o delegado da Polícia Civil Marcus Vinícius Amim Fernandes;

o inspetor da Polícia Civil Pablo Jukia Felix Ferreira

De acordo com a PF, a Corregedoria da Polícia Civil acompanhou o cumprimento dos mandados contra os policiais investigados.

Moraes determinou o sequestro de bens e valores, além da suspensão das atividades econômicas de 112 empresas ligadas à rede de lavagem de dinheiro. Desse total, 96 são postos de combustíveis suspeitos de serem usados para camuflar e legalizar os recursos de origem criminosa.

O esquema teria movimentado mais de R$ 7,6 bilhões nos últimos 6 anos, segundo o relatório de inteligência financeira do Coaf (Conselho de Controle de Atividades Financeiras).

Os investigados podem responder pelos crimes de organização criminosa armada, lavagem de dinheiro, corrupção ativa e passiva, violação de sigilo funcional, venda ilegal de combustíveis e formação de cartel.

OPERAÇÃO UNHA E CARNE

A 8ª fase da operação Unha e Carne integra a Força-Tarefa Missão Redentor II, coordenada pela PF para desarticular organizações criminosas que atuam no Rio de Janeiro.

A iniciativa segue diretrizes estabelecidas pelo Supremo Tribunal Federal na ADPF (Arguição de Descumprimento de Preceito Fundamental) 635, conhecida como ADPF das Favelas .

A 1ª fase da Unha e Carne teve como alvo o então presidente da Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro, Rodrigo Bacellar (União Brasil-RJ).

Em desdobramentos posteriores, a PF prendeu o desembargador federal Macário Ramos Júdice Neto e voltou a prender Bacellar, em Teresópolis (RJ), por decisão do STF, depois da cassação de seu mandato.

Na 5ª fase, deflagrada em julho, a PF prendeu o pastor Marcio Poncio e cumpriu mandados contra o bicheiro Adilson Oliveira Coutinho Filho, conhecido como Adilsinho, e contra Bacellar.

Esta reportagem receberá atualizações em breve.