A Open USD é uma stablecoin , criptoativo que busca manter o valor equivalente ao de uma moeda tradicional. A proposta é permitir pagamentos e transferências digitais usando esse tipo de ativo.

Ao analisar a operação , o Cade concluiu que a criação da empresa não gera sobreposição entre as atividades das companhias no mercado brasileiro de emissão de stablecoins. O parecer também considera que, mesmo se a Open Standard receber autorização para emitir a moeda no Brasil, a participação das empresas fundadoras nesse mercado por meio da nova companhia seria zero.

A emissão da Open USD ficará a cargo da Bridge, empresa especializada em infraestrutura para stablecoins . O ativo terá suporte nas redes blockchain Ethereum , Solana , Base e Tempo. As reservas que darão sustentação à moeda envolvem BlackRock, Lead Bank e BNY, segundo a Exame .

O lançamento inicial será nos Estados Unidos. A moeda não estará disponível no Brasil nesta 1ª etapa, e uma eventual entrada no mercado nacional dependerá das autorizações regulatórias necessárias.

A criação da Open Standard não significa que as empresas deixarão de trabalhar com outras stablecoins . Segundo a Exame , a Stripe continuará a distribuir USDC, da Circle, e USDP, da Paxos. Visa e Mastercard manterão a liquidação de transações com USDC, enquanto a Coinbase seguirá oferecendo suporte ao ativo em seus produtos.

A Open Standard foi anunciada em junho de 2026 e reúne mais de 140 empresas interessadas em utilizar a Open USD . A iniciativa é uma joint venture , modelo em que companhias se associam para desenvolver um negócio em conjunto. Nesse caso, o grupo pretende criar uma estrutura compartilhada para o uso da moeda digital em operações financeiras.