Júpiter e suas quatro luas reapareceram de trás da Lua iluminada pela luz cinéria nesta foto feita a partir dos EUA. No Brasil, o fenômeno foi visto só como conjunção diurna. – Crédito: Fabrizio Melandri

A primeira imagem mostra o momento em que o planeta Júpiter emerge por trás da Lua depois de uma ocultação ocorrida na última terça-feira. Nesta imagem feita a partir da Pensilvânia nos Estados Unidos, pode-se ver o lado escuro da Lua iluminado tenuemente pela luz cinéria, que é a luz do Sol refletida na Terra. Também se veem as 4 principais luas de Júpiter. De um lado, Ganímedes e do outro, Io, Calisto e Europa. A ocultação de Júpiter foi visível em uma faixa que foi do leste da América do Norte ao oeste da África. Devido à paralaxe e à proximidade do nosso satélite natural, aqui no Brasil, vimos apenas uma conjunção entre os 2 astros em plena luz do dia.

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Nebulosa do Haltere

A Nebulosa do Haltere (M27), situada na Constelação da Raposa, a 1.200 anos-luz, é formada por gás ionizado expulso por uma estrela agonizante. – Crédito: Gabriel Giannini de Cunto

Já na segunda imagem temos um belíssimo registro de M27 ou Nebulosa do Haltere. Localizada a cerca de mil e duzentos anos-luz de distância, na direção da Constelação da Raposa, a Nebulosa do Haltere foi a primeira nebulosa planetária a ser descoberta, feito esse realizado por Charles Messier no Século XVIII. Ela é considerada por muitos astrônomos como uma das mais impressionantes nebulosas planetárias e preferida pelos astrofotógrafos amadores. Uma nebulosa planetária tem esse nome porque, ao telescópio, elas podem ser confundidas com um planeta, tanto pela forma quanto pelo tamanho. Mas na verdade, são formadas pelo gás ionizado expulso por uma estrela em fase terminal de sua existência.

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