Uma postagem no perfil oficial do ChatGPT chamou a atenção dos brasileiros: em inglês, ela ensinava como diferenciar esquerda e direita. O timing obviamente incendiou os comentários, já que estamos a duas semanas do segundo turno. Agora, a empresa de IA se pronuncia pela primeira vez em resposta exclusiva ao Tecnoblog negando qualquer relação com a campanha política no país.
De acordo com a OpenAI, a publicação ocorreu numa conta global do ChatGPT para “apresentar uma das nossas novidades mais recentes e mostrar como funcionam as respostas com mais recursos visuais na plataforma”. De fato, este foi um dos recursos mais recentes do aplicativo de inteligência artificial.
Na sequência, a OpenAI diz que a publicação “não tem qualquer relação com as eleições ou campanhas políticas no Brasil”.
ChatGPT, da OpenAI (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)
Na postagem de sábado, muitos brasileiros comentaram que o ChatGPT “fez o L”, em referência ao gesto usado pelos apoiadores do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que tenta a reeleição na disputa com Flávio Bolsonaro.
Aliás, as big tech têm entrado com frequência no noticiário eleitoral. Desde ontem, a Meta é criticada por permitir a geração de imagens com viés eleitoral do candidato Flávio Bolsonaro, mas não de Lula. O Tecnoblog apurou que o caso é tratado internamente como um erro nas configurações dos limites da IA , e não como algo proposital.
A Meta explicou que a restrição cumpre as regras eleitorais do Brasil e, após o caso viralizar, disse que tomou medidas adicionais para barrar comandos usando apenas o primeiro nome dos candidatos.
Fez o L? ChatGPT nega relação de post com eleição no Brasil

