O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, provocou críticas na última quarta-feira (14) ao compartilhar imagens de inteligência artificial satirizando a morte de William Chapman, de 24 anos, que caiu na jaula de um tigre na Inglaterra.

A montagem mostra o republicano lutando com um tigre e depois abraçando o animal ao som da música “The Lion Sleeps Tonight”. Trump aponta para o tigre de forma semelhante a maneira que a vítima faz nas imagens reais do ataque fatal ocorrido no último sábado (10).

As publicações foram criticadas nas redes sociais por desrespeitar a vítima e sua família. Os parentes de Chapman, que tinha histórico de doença mental grave, pediram que as pessoas parem de compartilhar imagens do ataque.

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, compartilhou um vídeo feito por inteligência artificial em que brinca com um tigre

Jovem morre após cair em jaula

William Chapman, de 24 anos, morreu após ser atacado por um tigre ao entrar no recinto do animal no Yorkshire Wildlife Park, parque de vida selvagem perto de Doncaster, na Inglaterra. Segundo uma audiência de abertura do inquérito sobre sua morte, realizada nesta quinta-feira (15), ele sofreu múltiplos ferimentos traumáticos.

Chapman escalou duas cercas para entrar no espaço do tigre, no sábado (10). Funcionários do parque contiveram o animal, mas os paramédicos confirmaram a morte do jovem no local.

Segundo a Justiça, Chapman tinha diagnóstico de esquizofrenia e histórico de episódios de psicose. Ele recebia acompanhamento dos serviços de saúde mental para adultos em Doncaster, mas era considerado independente e não precisava de cuidados especiais.

A família havia manifestado preocupações sobre o atendimento prestado pelo serviço de saúde mental responsável por seu acompanhamento. A instituição abriu uma investigação após a morte, mas afirmou que não poderia comentar o caso por questões de confidencialidade.

O parque foi evacuado após o incidente e permanece fechado, sem previsão de reabertura. O tigre envolvido, chamado Altai, foi mantido em seu recinto e não será sacrificado, segundo a administração.

O Conselho Municipal de Doncaster também abriu uma investigação sobre as condições de segurança do local. O inquérito sobre a morte foi suspenso e será retomado em 18 de março de 2027.