O sangramento menstrual intenso, chamado de menorragia , caracteriza-se pela perda excessiva de sangue durante a menstruação e pode interferir na rotina, dificultando a ida à escola ou ao trabalho.
Estima-se que 27% a 54% das mulheres que menstruam perdem sangue de modo intenso durante os períodos menstruais . Embora o fato de apresentar sangramento menstrual intenso por si só não represente um problema de saúde, a menorragia pode interferir na qualidade de vida ou ser sinal de condições de saúde que precisam de tratamento.
Como identificar o fluxo intenso
Muitas mulheres têm dificuldade de identificar se seu ciclo menstrual é normal , e isso vale também para o padrão de sangramento.
“O padrão de fluxo menstrual é variável entre as mulheres, então é considerado normal o intervalo de 21 dias até 35 dias, podendo ter uma variação de cerca de três dias. O fluxo normal dura até sete dias, com sangramento mais intenso nos dois primeiros dias ou no segundo e no terceiro dias. É normal desde que você consiga ficar com um absorvente por mais de duas horas”, explica a ginecologista e obstetra Carolina Corsini.
Alguns sinais de menorragia são:
ter períodos menstruais com duração superior a 7 dias;
apresentar sangramento intenso a ponto de ser necessário trocar o absorvente a cada hora, durante várias horas seguidas;
perder mais de 5 colheres de sopa de sangue durante a menstruação, em vez das típicas 2 a 3 colheres;
precisar usar mais de um absorvente ao mesmo tempo, para evitar vazamentos;
ter a necessidade de se levantar durante a madrugada para trocar o absorvente;
apresentar sangramento com coágulos do tamanho de uma moeda de 50 centavos ou maior várias vezes por dia;
ter cólicas menstruais ou dores abdominais intensas;
não conseguir realizar suas atividades diárias por conta do sangramento;
apresentar sinais de anemia ferropriva, como cansaço excessivo e falta de ar.
O que provoca a menorragia
O sangramento menstrual intenso pode ser uma característica pessoal. No entanto, também pode ser sinal de problemas de saúde.
Veja as condições mais comuns que podem provocar menorragia:
síndrome ovariana metabólica poliendócrina (SOMP) ;
“Os principais fatores físicos do útero que fazem ele sangrar mais são adenomiose, miomas ou pólipos . Quando ocorre desde uma idade muito jovem, a gente pode pensar em alguma malformação uterina ”, afirma Corsini.
Diagnóstico e tratamento do fluxo menstrual intenso
O histórico médico da paciente é importante na investigação das causas da menorragia. Além disso, são necessários exames pélvico e físico e, em algumas situações, exames complementares, como exames de sangue, ultrassonografia pélvica e ultrassonografia transvaginal .
Existem métodos hormonais, como os DIUs de progesterona e pílulas anticoncepcionais, que podem ajudar a reduzir o fluxo menstrual. Além disso, há outras medicações e tratamentos disponíveis, mas seu uso depende do diagnóstico.
“Então, se você sempre menstruou com uma duração de sete dias sem anemia acompanhada, tudo bem. Agora, se o padrão mudou ou se o sangramento for muito intenso, é preciso investigar”, finaliza a especialista.
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