A alta representa um salto expressivo em relação ao mesmo período do ano passado, quando a taxa estava em 2,2%. Eis a íntegra do comunicado (PDF – 524 KB).

A energia foi o componente que mais pressionou, com contribuição de 1,71 ponto percentual para a inflação anual da zona do euro.

Os serviços contribuíram com 1,52 ponto percentual; os bens industriais não energéticos, com 0,29 ponto percentual; e alimentos, bebidas alcoólicas e tabaco, com 0,25 ponto percentual.

Em termos de variação anual, a energia acelerou para 18,9% em setembro, ante 14,3% em agosto. Os alimentos não processados subiram 4% no ano. Os serviços registraram alta anual de 3,2%, enquanto os bens industriais não energéticos avançaram 1,1%.

A inflação, excluindo energia, ficou em 2,3% no acumulado anual de setembro. O núcleo que exclui energia, alimentos, bebidas alcoólicas e tabaco ficou em 2,5%.

Disparidade entre países-membros

A variação entre os países da União Europeia foi ampla. A Romênia registrou a maior inflação do bloco em setembro, com taxa de 6,5%. A Lituânia veio em seguida, com 6,1%, e a Bulgária fechou o topo do ranking, com 5,6%.

No extremo oposto, a Suécia teve a menor inflação do bloco, com 1% ao ano. A Hungria e a Dinamarca empataram na 2ª posição mais baixa, ambas com 2,1%.

Entre os países de maior peso econômico na zona do euro, a Espanha registrou 5% e a Itália chegou a 4,2%. A Alemanha ficou em 3,3% e a França, em 3,4%. Portugal registrou 3,6%.

Em termos mensais, a inflação da zona do euro avançou 0,6% em setembro frente a agosto.

A estimativa preliminar da inflação da zona do euro para setembro de 2026, publicada em 2 de outubro, já havia apontado a taxa de 3,8%, confirmada agora pelos dados definitivos do Eurostat.

A próxima divulgação, com os dados de outubro de 2026, está prevista para 18 de novembro de 2026.