O conjunto mecânico do Nissan X-Trail e-Power utiliza tração integral e-4orce formada por dois motores elétricos, que somam 216 cv e 33,7 kgfm de torque imediato às quatro rodas. Um motor três cilindros 1.5 turbo a gasolina atua exclusivamente como gerador de energia para a bateria de tração de 1,85 kWh, sem qualquer conexão mecânica com as rodas.
<span class="hidden">–</span> Henrique Rodriguez/Quatro Rodas
Na configuração e-4orce, o propulsor elétrico dianteiro rende 204 cv e 33,7 kgfm, enquanto a unidade instalada no eixo traseiro adiciona 136 cv. A transmissão dispensa marchas convencionais e atua por acoplamento direto. Segundo a fabricante, o utilitário esportivo médio promete acelerar de 0 a 100 km/h em 7 segundos, atingindo a velocidade máxima de 180 km/h com entrega instantânea de força.
A proposta elimina a dependência de tomadas externas e recargas lentas, mas mantém a necessidade de abastecimento exclusivo com combustível fóssil. Gondo minimizou a ausência da tecnologia bicombustível para o lote inicial, pontuando que o perfil de consumidor dessa faixa de mercado tolera a dependência de gasolina e não coloca o motor flex como condição obrigatória de compra.
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A decisão comercial evidencia o ritmo acelerado da indústria automotiva diante das fabricantes chinesas, reduzindo o ciclo de projeto de seis anos para menos de 24 meses. Desenvolver a calibração flex para o motor 1.5 turbo demandaria validações de engenharia local, atrasando um utilitário esportivo que já carrega defasagem temporal frente aos mercados internacionais.
Enquanto coordena a importação do modelo eletrificado, a montadora expande a operação industrial no país. O complexo de Resende (RJ) registrou avanço de 29% no volume fabril ao longo de 2026, amparado pelo ciclo de investimento de R$ 2,8 bilhões para modernização e novas plataformas. A fábrica fluminense mantém processo fabril integrado, desde a fundição do bloco até a montagem final.
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O que precisa ser diferente em oficinas de carros elétricos e híbridos
Com 1,84 m de largura e 1,70 m de altura, as dimensões colocam o modelo em disputa direta contra BYD Song Plus, GWM Haval H6, Leapmotor C10 e Geely EX5 EM-i. A carroceria mantém o desenho global apresentado pelo estúdio de design em 2021, trazendo a grade em V e faróis divididos. A versão Platinum conta com rodas de liga leve aro 19 e lanternas com máscara escurecida.
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A cabine incorpora ar-condicionado digital de três zonas, bancos dianteiros com ajustes elétricos e seletor com 11 modos de condução. O pacote tecnológico traz quadro de instrumentos digital e central multimídia de 12,3 polegadas. Na segurança, o sistema ADAS inclui controle de cruzeiro adaptativo, frenagem autônoma de emergência e alerta de saída de faixa com correção no volante.
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A estreia comercial no Brasil ocorrerá ao longo do primeiro trimestre de 2027. A marca japonesa ainda não detalhou estratégias de pré-venda ou preços oficiais para o catálogo nacional

