Inicialmente, Flávio era contra a aprovação da PEC (proposta de emenda à Constituição) e chegou a classificá-la como uma tentativa “oportunista” do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) de se reeleger. No entanto, votou a favor da medida na 4ª feira (14.out), de forma remota. O texto foi aprovado pelo Senado em 2 turnos, com 75 votos favoráveis e 1 contrário em cada votação.
#vídeo 🎥 Flávio Bolsonaro diz que não vai retomar escala 6 X 1
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— Poder360 (@Poder360) October 17, 2026
Questionado sobre a mudança de posicionamento, Flávio declarou ter decidido acompanhar o sentimento popular depois de viajar pelo país: “Como ouvi que a grande maioria dos trabalhadores estavam favoráveis ao fim da escala 6 X 1, resolvi seguir a vontade da maioria dos trabalhadores brasileiros” .
O senador ressaltou que garantirá os direitos trabalhistas já conquistados, mas afirmou que continuará defendendo maior flexibilidade nas contratações –pauta defendida pelo PL para permitir remuneração e direitos proporcionais às horas trabalhadas.
Flávio também criticou a possibilidade de redução do poder de compra com o fim da escala e prometeu agir para conter esse efeito: “Então, eu vou ser um presidente da República que, além de respeitar e garantir essa folga a mais para os trabalhadores, vai fazer de tudo também para devolver o poder de compra do povo brasileiro” .
Fim da 6 X 1
O Senado aprovou a PEC na 4ª feira (14.out). O texto, relatado pelo senador Omar Aziz (PSD-AM), mantém a versão aprovada pela Câmara em maio. A implementação será gradual.
A partir de 60 dias depois da publicação da emenda, a jornada máxima semanal cairá de 44 para 42 horas, com 2 dias de descanso semanal remunerado. O limite de 40 horas semanais passará a valer 14 meses depois da publicação.
Nesta 6ª feira (16.out), foi promulgada , em sessão solene, a PEC que extingue a escala de trabalho 6 x 1. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), participaram da cerimônia ao lado do presidente do Congresso Nacional, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP).
Flávio também afirmou, durante a entrevista à TV Globo , que manterá o reajuste do salário mínimo acima da inflação . Questionado se manteria a política de valorização, que estabelece ganhos reais aos trabalhadores, respondeu: “Sim” .
O senador negou que pretenda desvincular o percentual de reajuste do salário mínimo daquele aplicado às aposentadorias ou alterar a Constituição para eliminar os pisos de gastos com saúde e educação.
As perguntas foram feitas diante de propostas de ajuste fiscal discutidas por integrantes da equipe econômica do candidato. Flávio disse que a campanha do presidente Lula divulga informações falsas sobre suas intenções.
“Meu concorrente está promovendo um verdadeiro terrorismo em cima de servidores públicos, em cima de estatais, dizendo que eu acabaria com as aposentadorias, que eu acabaria com servidores públicos, que eu privatizaria Banco do Brasil, Caixa, Petrobras” , declarou.
O candidato também afirmou que “o maior ajuste fiscal que o Brasil pode fazer é tirar o Lula” .

