Os números foram apresentados durante a Tokyo Game Show 2026 e fazem parte de uma prévia do Relatório da Indústria de Videogames de 2026, cuja publicação completa está prevista para dezembro.
O levantamento reuniu aproximadamente 1.349 respostas válidas de profissionais ligados a empresas do setor, incluindo companhias como Capcom, Sega, Level-5 e Konami.
Uso de IA generativa cresce na indústria japonesa
A pesquisa indica uma presença significativa da tecnologia nas rotinas de desenvolvimento. Entre os participantes, 63% afirmaram utilizar IA generativa diariamente , enquanto outros 22,8% disseram recorrer às ferramentas ocasionalmente.
Em 2025, um levantamento da CESA havia identificado uma taxa de adoção de 51% entre 54 empresas japonesas consultadas.
Embora os números apontem uma tendência de expansão, as duas pesquisas utilizaram amostras e públicos diferentes, o que impede uma comparação direta da evolução percentual.
Entre os principais benefícios identificados pelos profissionais estão o aumento da produtividade, a redução do tempo necessário para desenvolver jogos e a diminuição dos custos de produção.
Como os estúdios japoneses utilizam inteligência artificial?
A prévia do relatório de 2026 ainda não detalha quais atividades concentram o uso da tecnologia. Entretanto, o levantamento anterior oferece uma referência sobre suas aplicações.
Em 2025, as utilizações mais frequentes envolviam a criação de imagens e outros elementos visuais, a geração de textos e conteúdos narrativos e o auxílio à programação.
Na ocasião, 32% das empresas participantes também afirmaram utilizar inteligência artificial no desenvolvimento de motores gráficos internos.
A adoção dessas ferramentas pode contribuir para automatizar determinadas tarefas e acelerar etapas da produção, embora seus resultados ainda dependam de avaliação e supervisão profissional.
Direitos autorais e supervisão humana continuam sendo desafios
Apesar da expansão, o uso da inteligência artificial generativa também levanta preocupações relacionadas à propriedade intelectual e à qualidade dos conteúdos produzidos.
Segundo a pesquisa, a prática de segurança mais mencionada pelos participantes foi a revisão, correção e supervisão humana dos materiais gerados por IA.
Outras medidas incluem a definição de ferramentas autorizadas pelas empresas e a restrição ao uso direto de conteúdos produzidos sem intervenção profissional.
Tsutomu Masuda, diretor executivo da CESA, afirmou que os resultados demonstram a adoção ampla e consistente da inteligência artificial nos ambientes de desenvolvimento.
O executivo também destacou a necessidade de equilibrar os avanços tecnológicos com a proteção dos direitos de propriedade intelectual e a manutenção de processos criativos centrados nas pessoas.
O relatório completo, previsto para dezembro de 2026, deverá apresentar mais detalhes sobre como os profissionais japoneses estão incorporando a IA generativa à produção de games.
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