Filha do empresário Victor Simões da Silva, que morreu na sexta-feira (16) na queda de um avião de pequeno porte em Orlândia (SP), Victoria Pizzonia Simões usou as redes sociais neste sábado (17) para homenagear o pai.

O sogro dela, José Ricardo Sant’Anna, também estava no voo e morreu.

“Quão sortuda fui por ter tido um pai e um sogro que também se tornou um pai para mim. Dois homens que foram meus exemplos, meus orgulhos e grandes amores. Que privilégio ter sido tão amada por vocês dois. Nem uma vida inteira seria suficiente para agradecer”, publicou Victória junto com uma foto em que aparece ao lado do marido, do pai e do sogro.

Victoria e o companheiro estavam em Orlândia, a 57 quilômetros de Ribeirão Preto, para uma competição de hipismo. Os pais deles chegaram ao local por volta das 13h para acompanhar as provas.

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Nas pontas, da esquerda para a direita, Victor Simões e José Ricardo Sant’Anna, pais de Victoria Pizzonia Simões e Matheus Sant’anna

Vídeos registraram queda

No fim da tarde, eles voltaram ao aeródromo de Orlândia, onde o avião havia ficado em um hangar. Logo após a decolagem, por volta das 17h30, a aeronave caiu.

Um vídeo de câmera de segurança do aeródromo registrou o momento da queda. Uma pessoa que estava perto da pista também filmou o acidente (assista acima).

Nas imagens é possível ver quando a aeronave subiu, ficou de barriga para cima, voltou à posição regular, perdeu altitude e chocou-se contra o solo.

Victor e José Ricardo chegaram a ser socorridos pelo Corpo de Bombeiros e levados ao Hospital Beneficente Santo Antônio, mas não resistiram.

Avião cai em Orlândia (SP) e mata duas pessoas.

Suspeita de manobra acrobática

Vídeos analisados (assista acima) pelo professor de aeronáutica James Waterhouse, da USP em São Carlos (SP), mostram que a aeronave estava a uma baixa velocidade e não ganhou altura suficiente.

Segundo o professor, um erro em uma manobra acrobática pode ter sido a causa do acidente.

“Era um avião experimental, um bom avião e nitidamente o piloto fez uma manobra acrobática após a decolagem, a uma baixa altura e a uma velocidade muito baixa. Isso foi um fator decisivo para o acidente.”

Apesar de considerar a manobra um fator determinante, o professor ainda considera a hipótese de falha no motor do avião.

O modelo era um RV-7A, fabricado em 2011 e que estava com a documentação em ordem, segundo informações consultadas no site da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac).

“No entanto, existe outra questão a ser investigada que é o motor do avião. Ele pode ter falhado durante a manobra acrobática, porque a hélice apresenta indícios de baixa potência na hora do impacto. Isso pode ter sido devido a uma redução de potência imediatamente antes do impacto ou eventualmente a uma falha do motor que tenha contribuído para o problema.”

Avião de pequeno porte cai no interior de SP e mata duas pessoas; VÍDEO

O caso foi registrado pela Polícia Civil como morte suspeita. As autoridades buscam saber se houve falha humana, mecânica ou perda de sustentação.

“Nesse momento, cabe a nós fazer o levantamento de todos os presentes no local para ouvir posteriormente as pessoas como testemunha, ouvir os primeiros policiais e bombeiros que chegaram ao local para entender qual foi a dinâmica do acidente”, disse o delegado Otávio Volpini Silva.

Em nota, a Força Aérea Brasileira (FAB), por meio do Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (CENIPA), informou que investigadores do Quarto Serviço Regional de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (SERIPA IV), foram acionados para apurar as causas do acidente.

Os profissionais coletaram dados, preservaram elementos e fizeram a verificação inicial dos danos causados à aeronave ou pela aeronave no local da queda.

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