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A estratégia, batizada de “Sportwagenschmiede ’35”, mantém como princípio o “Value over Volume”, ou valor acima do volume. A Porsche quer reduzir sua dependência da quantidade de carros vendidos e fazer com que a receita cresça mais do que as vendas, enquanto o lucro avance em ritmo ainda maior.
<span class="hidden">–</span> Fernando Pires/Quatro Rodas
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Para que a conta feche, a fabricante pretende reduzir seu ponto de equilíbrio para menos de 200.000 unidades. Assim, a Porsche poderá operar com rentabilidade mesmo se vender menos veículos, apoiada por um portfólio de alto valor agregado.
A marca também estima elevar o preço médio de seus modelos topo de linha em cerca de 20% a médio prazo. A personalização será a chave dessa estratégia: a ideia é ampliar a oferta de opcionais e multiplicar por seis as vendas do Sonderwunsch, programa voltado para veículos feitos sob medida.
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<span class="hidden">–</span> Theon Design/Divulgação
O catálogo sofrerá cortes, mas ficará mais rentável. A participação de modelos dos segmentos D e E deve crescer 45%, enquanto o número de versões oferecidas cairá aproximadamente 20%. Com uma gama mais enxuta, a expectativa é que o volume de vendas de cada configuração aumente 30%.
Entre os planos de expansão, a Porsche prepara uma plataforma para um futuro superesportivo com motor central, posicionado acima do 911 . A fabricante também estuda um inédito SUV do segmento D acima do Cayenne [ALERTA: checar informação], com a promessa de lançar pelo menos um novo produto de impacto por ano até 2030.
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<span class="hidden">–</span> Divulgação/Porsche
A ofensiva ainda inclui os novos 718 Boxster e Cayman elétricos, previstos para 2028, além de um novo SUV do segmento B [ALERTA: checar informação] com opções de motores a combustão e híbrido plug-in. A tática de vender produtos mais caros e posicionados em nichos de alta margem é o que garantirá o crescimento da marca na próxima década.
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No médio prazo, a fabricante projeta uma margem operacional entre 10% e 15%, com a meta de estabilizar os 15% no longo prazo. Já para a divisão automotiva, o objetivo é alcançar uma margem de fluxo de caixa líquido de 12%.

