Desse volume, 285 mil bpd correspondem à parcela da União nos contratos em regime de partilha. Segundo a estatal, os dados são referentes a 9 Contratos de Partilha de Produção e 4 AIPs (Acordos de Individualização da Produção).

Na produção de gás natural, a parcela da União ficou em 627 mil m³ diários, alta de 10,19% em relação a julho, somando os resultados de 5 contratos de partilha e duas AIPs.

A produção acumulada do regime de partilha atingiu 1,93 bilhão de barris desde 2017, sendo que a parcela da União nesse período ficou em 167,22 milhões de barris de petróleo.

No modelo de partilha, usado sobretudo no pré-sal, parte do petróleo e do gás produzidos pelas empresas é destinado ao governo –o chamado “percentual do excedente em óleo”.

A empresa contratada tem direito a parte da produção suficiente para recuperar seus custos, chamada “custo em óleo”, e o excedente é dividido entre a União e a companhia. Na prática, o Estado é o dono do óleo e gás e a empresa atua como operadora.

A PPSA é responsável por gerir os contratos da União no regime de partilha e nos acordos de individualização da produção. O boletim da estatal apresenta a produção mensal total das áreas onde há operações sob esses 2 modelos de produção. Os números abrangem a produção total dos contratos de petróleo e gás natural e as parcelas de direito da União.

Nos CPPS (Contratos de Partilha de Produção) firmados pela PPSA nos campos do pré-sal, a produção média total de petróleo alcançou 1,9 milhão de barris por dia , alta de 3% em relação a julho e de 28% na comparação anual.

A parcela de óleo da União chegou a 285 mil barris diários, queda de 6% em relação ao mês anterior, com destaque para o campo de Mero, que respondeu por mais de 75% desse volume.

No gás natural, a exportação nos contratos de partilha somou 10,689 milhões de metros cúbicos por dia, alta de 11% em relação ao mês anterior. A União teve direito a 430 mil m³ diários, com contribuição relevante dos campos de Búzios e Sépia.

Já nos AIPs (Acordos de Individualização da Produção) no pré-sal, a produção de petróleo foi de 36.000 barris por dia, queda de 1% na comparação mensal.

A parcela da União ficou em 28.000 barris diários. No gás, a participação do governo chegou a 197 mil m³ por dia, alta de 23%, influenciada pelo excedente do campo de Tupi.