No gráfico diário , observo que o Ibovespa permanece acima das médias móveis de 9 e 21 períodos, preservando a tendência principal de alta. Desde a renovação da máxima histórica, entretanto, o índice passou a apresentar uma movimentação mais lateral, sem confirmar a retomada do impulso comprador.

Na minha leitura, o mercado aguarda um novo gatilho para definir a direção de curto prazo. O rompimento da máxima histórica poderá destravar uma nova etapa de valorização, enquanto a perda das médias móveis aumentaria o risco de aprofundamento da correção.

O IFR (14) está em 68,97 pontos , próximo da região de sobrecompra. O indicador ainda não sinaliza uma reversão, mas reforça a necessidade de cautela após a forte valorização recente.

Para retomar o avanço, o índice precisará superar a máxima histórica de 209.713 pontos . Acima desse nível, projeto alvos em 215.630 pontos , 221.450 pontos e, em um movimento mais prolongado, 230.000 pontos .

Pelo lado vendedor, a perda dos 203.980 pontos poderá intensificar o fluxo corretivo, com suporte seguinte em 199.354 pontos . Abaixo dessa faixa, acompanho os 189.487 pontos e, em uma correção mais ampla, os 181.560 pontos .

Gráfico de 60 minutos

No gráfico de 60 minutos , identifico maior fragilidade, com o Ibovespa encerrando a sessão abaixo das médias móveis de 9 e 21 períodos, embora ainda próximo delas. A máxima do pregão chegou a superar os 207.300 pontos , mas o índice não sustentou esse patamar até o fechamento.

Para recuperar força compradora, considero necessário firmar-se acima dos 207.300 pontos e, posteriormente, romper a máxima histórica de 209.713 pontos . Caso confirme esse movimento com entrada de volume, os próximos alvos ficam em 212.535/215.470 pontos e 219.890/222.025 pontos .

No sentido contrário, a perda dos 203.980 pontos poderá ampliar a pressão vendedora e levar o índice ao suporte de 199.354 pontos . Abaixo dessas regiões, vejo espaço para testes em 190.130/189.487 pontos , com alvos mais longos em 184.765/181.560 pontos .

Fonte: Nelogica. Gráfico 60 minutos. Elaboração Rodrigo Paz

Os contratos de mini-índice (WINZ26) , com vencimento em dezembro, encerraram a última sessão (19/10) em queda de 0,93%, aos 208.520 pontos .

Na minha leitura, o mini-índice voltou a perder força e encerrou abaixo das médias móveis de 9 e 21 períodos no gráfico de 15 minutos, mantendo aberto o risco de continuidade da correção. Para o pregão, acompanho como referências imediatas o suporte em 208.170/207.690 pontos e a resistência em 209.200/209.980 pontos .

No gráfico diário, a correção ainda ocorre dentro de uma estrutura predominantemente altista, já que o contrato permanece acima das principais médias móveis. No gráfico de 60 minutos, porém, o ativo negocia abaixo das médias curtas e apresenta um comportamento mais lateral nas últimas sessões, cenário que exige confirmação antes de um movimento direcional mais consistente.

Fonte: Nelogica. Gráfico 15 minutos. Elaboração Rodrigo Paz

Confira o que esperar para o mini-índice nesta terça-feira (20)

Os contratos de minidólar (WDOX26 ), com vencimento em novembro, encerraram a última sessão (19/10) em queda de 0,52%, aos 5.054 pontos .

O minidólar manteve o fluxo vendedor na última sessão, embora tenha terminado o dia entre as médias móveis de 9 e 21 períodos no gráfico de 15 minutos. O primeiro suporte que acompanho está em 5.043/5.033,5 pontos , enquanto a resistência imediata aparece em 5.056,5/5.061,5 pontos . A saída desse intervalo poderá indicar a direção predominante do próximo movimento.

No gráfico diário, o ativo segue corrigindo parte das altas recentes e permanece abaixo das médias curtas. Já no gráfico de 60 minutos, observo uma configuração mais pressionada, com a cotação abaixo das médias de 9, 21 e 200 períodos, o que mantém o viés vendedor no curto prazo.

Fonte: Nelogica. Gráfico 15 minutos. Elaboração Rodrigo Paz

Confira o que esperar para o minidólar nesta terça-feira (20).

O contrato futuro de Bitcoin (BITV26) , com vencimento em outubro, encerrou a última sessão próximo da estabilidade, com leve queda de 0,08% , aos 413.260 pontos .

Na minha leitura do gráfico diário, a variação marginal não altera o cenário recente de consolidação. O contrato permanece abaixo das médias móveis de 9 e 21 períodos, o que mantém a estrutura de curto prazo fragilizada, enquanto a média de 200 períodos continua funcionando como a principal defesa dos compradores.

Enquanto esse suporte for preservado, o movimento lateral poderá continuar. A perda dessa referência, porém, tende a ampliar a pressão vendedora. O IFR (14), em 46,67 pontos , permanece neutro, sem indicar sobrecompra ou sobrevenda.

Para aprofundar o movimento de baixa, o contrato precisará romper 405.340/403.865 pontos . Abaixo dessa faixa, acompanho como próximos objetivos 388.590/373.975 pontos e, em uma correção mais extensa, 356.030/329.600 pontos .

Na direção contrária, uma retomada dependerá da recuperação das médias móveis e do rompimento de 427.500/435.740 pontos . Acima dessa região, o fluxo comprador poderá ganhar força para buscar 462.845/478.370 pontos e, posteriormente, 520.515/590.020 pontos .

Fonte: Nelogica. Gráfico diário. Elaboração Rodrigo Paz

Suporte e resistência

Confira, agora, os principais pontos de suporte e resistência para os minicontratos de dólar e de índice para esta terça-feira (20).

IM Points. Fonte: Nelogica.

(Rodrigo Paz é analista técnico CNPI-T)

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