A mulher de Jefferson Dias da Silva, o Jefferson da Linave, secretário municipal de Desenvolvimento Econômico de Queimados e ex-vereador morto após ser baleado na Avenida Brasil, relatou à Polícia Civil que o marido havia ingerido bebida alcoólica em um quiosque na Barra da Tijuca na tarde desta segunda-feira (19), horas antes do episódio, e que mesmo assim assumiu a direção de seu BYD.
Ainda segundo o relato de Cíntia Belchior, durante a tarde Jefferson lhe telefonou e disse que algumas pessoas estavam “brigando com ele”. A viúva alegou não compreender o que estava acontecendo.
A TV Globo apurou que Jefferson tomava remédios e bebia com frequência.
O governador em exercício do Estado do Rio, desembargador Ricardo Couto, determinou o afastamento dos policiais militares envolvidos na abordagem. As armas foram apreendidas para perícia.
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Jefferson Dias da Silva foi vereador por 3 vezes em Queimados
Depoimento na delegacia
O relato da esposa consta da portaria que instaurou o inquérito da Delegacia de Homicídios da Capital (DHC) para investigar as circunstâncias da morte de Jefferson.
Ela disse ainda que acompanhou à distância o deslocamento do veículo dirigido pelo marido e depois foi até o local da ocorrência, onde soube do que havia acontecido.
Jefferson dirigia um BYD branco pela Avenida Brasil quando policiais militares do 22º BPM tentaram abordá-lo. Segundo os PMs, ele não obedeceu à ordem para desligar o motor e sair do veículo. Os agentes relataram ainda que ouviram disparos e que um policial atirou contra a roda traseira do carro. Em seguida, houve um acompanhamento pela via.
Vídeos gravados por motoristas mostram policiais efetuando disparos em direção ao veículo de Jefferson. Segundo os relatos dos PMs registrados pela Polícia Civil, o carro passou por 3 pontos de bloqueio. Os agentes afirmaram que ouviram novos tiros nas proximidades da Nova Holanda e disseram que os disparos partiram de um dos acessos à comunidade.
Na região da Passarela 14, o carro foi interceptado e bateu em uma mureta. Os policiais disseram que Jefferson tentou manobrar de ré e que foram feitos novos disparos contra os pneus. Um integrante do Batalhão Tático de Motociclistas (BTM), que apoiava a ocorrência, relatou ter efetuado 7 disparos com um fuzil calibre 7,62 mm diante do que considerou uma “situação de perigo iminente”.
Após a imobilização do veículo, Jefferson foi encontrado baleado. A Polícia Civil afirma que ainda não foi possível determinar de quais armas partiram os disparos que causaram a morte dele. As armas usadas pelos policiais que efetuaram tiros foram encaminhadas para perícia, e a DHC investiga o caso.
PMs dizem que ouviram tiros durante perseguição
Governador determina afastamento de 3 PMs
Quem era Jefferson

