O delegado Alexandre Batalha foi nomeado novo delegado seccional de Mogi das Cruzes, responsável pelo comando da Polícia Civil no Alto Tietê. A nomeação foi publicada no Diário Oficial do Estado de São Paulo nesta terça-feira (20).
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Batalha substitui Margarette Barreto, afastada do cargo por determinação do delegado-geral da Polícia Civil de São Paulo, Artur Dian. A decisão ocorreu durante uma investigação sobre suspeitas de regalias concedidas ao ex-presidente da Câmara Municipal de São Paulo, Milton Leite, na Cadeia Pública de Mogi das Cruzes.
Ao todo, três delegados, um investigador e um carcereiro foram afastados após uma operação do Ministério Público de São Paulo (MP-SP) e da Corregedoria da Polícia Civil, realizada na sexta-feira (16).
O Diário Oficial também publicou a designação da delegada Cynthia Miragaia, que atuava em Ferraz de Vasconcelos, para assumir o comando da Delegacia de Defesa da Mulher (DDM) de Mogi das Cruzes.
Quem é Alexandre Batalha
Delegado Alexandre Batalha
Douglas Campos/ TV Diário
Alexandre Batalha tem 44 anos e atua há cerca de 25 anos na Polícia Civil de São Paulo, sendo aproximadamente 20 deles como delegado.
Ao longo da carreira, passou por diferentes unidades policiais do Alto Tietê e trabalhou em investigações de homicídios, roubos de cargas, sequestros e crimes ligados a organizações criminosas.
Além do trabalho policial, Batalha é professor da Academia de Polícia Civil de São Paulo (Acadepol).
Após a nomeação, o delegado afirmou que assume o cargo com responsabilidade e destacou a importância do trabalho em equipe e da aproximação da Polícia Civil com a população.
Suspeitas de regalias a Milton Leite
Milton Leite e rampa de acesso à Cadeia Pública de Mogi, onde Milton estaria recebendo objetos
O afastamento de Margarette Barreto ocorreu durante as investigações sobre possíveis irregularidades no tratamento dado a Milton Leite na Cadeia Pública de Mogi das Cruzes, onde estava preso desde 18 de setembro.
O ex-presidente da Câmara Municipal de São Paulo foi transferido nesta terça-feira (20) para o Centro de Detenção Provisória (CDP) de Guarulhos.
Milton está preso temporariamente por decisão da Justiça, no âmbito da Operação Vectura Corrupta, que investiga a infiltração do Primeiro Comando da Capital (PCC) em empresas de transporte coletivo e estruturas do poder público em São Paulo. O ex-vereador é suspeito de envolvimento com a organização criminosa, mas nega as acusações.
Na sexta-feira (16), o Ministério Público realizou a Operação Custódia (In)Fiel para investigar suspeitas de benefícios irregulares concedidos a presos da Cadeia Pública de Mogi das Cruzes.
Durante a ação, os investigadores apreenderam aproximadamente R$ 155 mil e US$ 10 mil com um carcereiro suspeito de facilitar regalias. Dois aparelhos celulares também foram encontrados na cela de Milton Leite.
Em nota divulgada anteriormente, a defesa do ex-vereador negou que ele tenha recebido tratamento diferenciado na unidade prisional. Os advogados também afirmaram que o político está à disposição para colaborar com as investigações.

