Adversário do Atlético-MG na Sul-Americana, o Montevideo City Torque, do Uruguai, curte a maioridade há pouco tempo. No ano em que completará 19 anos de história, vive o ápice com a participação na competição continental. Há menos de 10 anos, a venda ao Grupo City foi o que mudou a trajetória no futebol.

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Fundado em 26 de dezembro de 2007, o clube iniciou a participação no Campeonato Uruguaio na temporada 2008/2009, na Segunda Divisão Amadora. Depois de quatro temporadas, em 25 de julho de 2012, o time conquistou o acesso à Segunda Divisão Profissional.

Redação Sportv avalia a vantagem do Atlético-MG na Sul-Americana

O jornalista Fefe Moreira, do Uruguai, contou como tem sido a repercussão da equipe no país.

— Acompanhar o Montevideo City Torque tem sido interessante. Estamos falando de um clube que representa um modelo bem diferente daquele a que estamos acostumados no futebol uruguaio. O futebol possui um componente muito forte de história, bairro, tradição e sentimento de pertencimento. O Torque, por sua vez, cresceu principalmente a partir de uma estrutura empresarial e esportiva.

É uma equipe que evoluiu muito tanto no aspecto institucional quanto no futebolístico. Conta com uma infraestrutura significativa, realiza um bom trabalho com os jovens e busca desenvolver uma identidade de jogo própria.

Montevideo City Torque em classificação à semi da Sula

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O clube permaneceu na Segunda Divisão até 2017, um dos anos mais emblemáticos da história do time uruguaio. A trajetória no futebol foi rebatizada em abril daquele ano, quando o Grupo City comprou o Torque. O investimento resultou no acesso.

Em 15 de novembro de 2017, o City Torque conquistou o acesso à Primeira Divisão. Em 3 de fevereiro de 2018, o time disputou a primeira partida contra o Nacional, no Estádio Centenário. No ano seguinte, a equipe já estava na grande final da Primeira Divisão, enfrentando novamente o Nacional.

Reinier em Atlético-MG x Montevideo City Torque

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Até 2020, o clube era conhecido como Atlético Torque. Contudo, nesse ano, passou por uma reformulação da marca. Mudou o nome e o escudo para Montevideo City Torque e adotou um estilo mais alinhado ao dos clubes irmãos do Grupo City.

No símbolo, destacaram o sol, inspirado no Sol de maio da bandeira uruguaia, as quatro ondas que representam o surfar, referência ao Rio da Prata e às quatro faixas azuis da bandeira nacional, e, por último, uma roda giratória, em referência às origens do clube, e um design mais consistente com outros times do grupo.

O escudo antigo e o novo do time Uruguaio.

O grupo fez um investimento na construção de um complexo para ser o centro de treinamento da equipe. Toda a obra passou dos quatro milhões de dólares (cerca de R$ 20 milhões).

O CT conta com 95 mil metros quadrados, cinco campos de futebol, dentre eles um com gramado sintético, além de ginásio, academias, escritórios e centro médico.

Essa foi a quarta academia do conglomerado, com instalações semelhantes em Melbourne, Nova York e, claro, Manchester.

Novo CT do Montevideo City Torque é o quarto do conglomerado no mundo

Detalhe do vestiário do CT do Montevideo City Torque

O grande feito veio em 2021, quando a equipe se classificou para a Copa Sul-Americana e terminou em segundo lugar no grupo que tinha Independiente (ARG), Bahia e Guabirá (BOL). O City Torque perdeu apenas uma das seis partidas disputadas e encerrou a participação com 11 pontos.

No ano seguinte, mais uma conquista histórica que exemplifica o crescimento meteórico do clube. A equipe se classificou à Libertadores. Enfrentou o Barcelona de Guayaquil na primeira fase do torneio e perdeu nos pênaltis após o empate em ambas as partidas.

Em 2023 e 2024, as campanhas no Campeonato Uruguaio não resultaram em participações em competições internacionais. Em 2025, terminou a liga do país em quarto lugar na tabela acumulada e selou a vaga na Sul-Americana deste ano.

No Grupo F, ao lado de Grêmio, Deportivo Riestra (ARG) e Palestino (CHI), o City Torque ficou em primeiro lugar, com 13 pontos, e avançou direto às oitavas de final. Nessa fase, eliminou o Tigre (ARG). Nas quartas de final, mandou para casa o Cienciano (PER).

— Na minha visão, o objetivo principal do Montevideo City Torque é consolidar-se como uma instituição esportiva competitiva, sustentável e capaz de formar jogadores de futebol para o mercado internacional. Seu projeto não parece estar baseado exclusivamente em conquistar um campeonato de imediato, mas sim em desenvolver uma estrutura que permita competir, formar jogadores e gerar oportunidades de crescimento — completou o jornalista.

Frente ao Atlético, na semifinal, não ofereceu perigo. Foi facilmente dominado e abatido por 3 a 0 na Arena MRV. O jogo da volta será nesta quarta-feira, às 19h, no Centenário, em Montevidéu, valendo a vaga na grande final do torneio.

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