Brocken Inaglory/Wikimedia Commons (CC BY-SA 3.0)
Pedaços deixados pelo famoso cometa Halley em antigas passagens pelo Sistema Solar poderão ser vistos cruzando o céu brasileiro nesta quarta-feira (21).
O fenômeno ocorre durante o pico da chuva de meteoros Orionídeas, que pode produzir 20 ou mais meteoros por hora em condições ideais de observação, segundo a Organização Internacional de Meteoros (IMO, na sigla em inglês).
A chuva poderá ser vista em todo o Brasil e a olho nu. Os meteoros entram na atmosfera a cerca de 66 quilômetros por segundo e alguns deixam rastros luminosos depois da passagem.
Por isso, o melhor horário para observar os meteoros vai depender da sua cidade. Como a Lua estará bastante iluminada, seu brilho poderá dificultar a visualização dos mais fracos.
🌔 A dica é acompanhar o céu depois que a Lua se puser e antes que o dia comece a clarear.
Nesta quarta (21), isso acontece aproximadamente entre 1h20 e 3h43 em Recife (PE), 1h31 e 4h02 em Fortaleza (CE), 2h09 e 3h57 no Rio de Janeiro (RJ), 2h24 e 4h10 em São Paulo (SP) e 2h51 e 4h16 em Porto Alegre (RS).
No Norte e Nordeste, as condições são um pouco melhores porque a região de onde os meteoros parecem surgir fica mais alta no céu e o período sem a luz da Lua tende a ser maior.
Para encontrar a área, procure a constelação de Órion, onde ficam as conhecidas Três Marias. Depois da meia-noite, ela estará entre o leste e o nordeste e vai subir no céu ao longo das horas.
Mas não é preciso ficar olhando diretamente para Órion. Os meteoros podem aparecer em diferentes partes do céu. O ideal é procurar um lugar escuro, com pouca iluminação artificial e uma visão ampla do céu.
Também não é necessário usar telescópio ou binóculo. Como esses equipamentos mostram apenas uma pequena parte do céu, eles podem até dificultar a observação.O que o cometa Halley tem a ver com a chuva
Os 20 meteoros por hora são uma estimativa para condições perfeitas. Na prática, principalmente dentro das cidades, o número visível tende a ser menor.
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O que o cometa Halley tem a ver com a chuva
As Orionídeas acontecem quando a Terra passa por uma região cheia de poeira e pequenos fragmentos deixados pelo cometa Halley.
Quando esses pedaços entram na atmosfera em alta velocidade, produzem os riscos luminosos vistos no céu.
Isso não significa que o próprio Halley estará visível. O famoso cometa passou pela região da Terra pela última vez em 1986 e só deve retornar em 2061.
Os restos deixados por ele dão origem a duas chuvas de meteoros todos os anos: as Orionídeas, em outubro, e as Eta Aquáridas, em maio.
O Halley leva cerca de 76 anos para completar uma volta ao redor do Sol. Ao longo de suas passagens, ele deixa para trás uma espécie de trilha de partículas, que permanece espalhada pelo espaço.
É essa trilha que a Terra atravessa em determinadas épocas do ano.
O cometa Halley fotografado em 8 de março de 1986, na Ilha de Páscoa, no Chile.
Os fragmentos envolvidos costumam ser muito pequenos, muitos do tamanho de grãos de areia ou pedrinhas. Mesmo assim, entram na atmosfera em velocidades tão altas que produzem o brilho que vemos no céu.
No caso das Orionídeas, essa velocidade chega a cerca de 66 quilômetros por segundo, uma das maiores entre as principais chuvas de meteoros do ano.
Por isso, elas também podem produzir meteoros bastante rápidos e, em alguns casos, rastros luminosos que permanecem visíveis por alguns segundos depois da passagem.
A chuva continua ativa até o início de novembro, embora a quantidade de meteoros tenda a diminuir depois do pico desta semana.
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