O Fluminense decide a vaga na final da Libertadores 2026 nesta quarta-feira, às 21h30, no Nubank Parque, contra o Palmeiras. Para reverter a vantagem construída pelo rival, contará com o apoio de quatro mil tricolores dentro do estádio palmeirense.

Com Martinelli e Cano, Fluminense desembarca em São Paulo para o jogo da semifinal da Libertadores

Fluminense desafia retrospecto negativo contra o Palmeiras em mata-matas e no Nubank Parque

Mas nem todos os tricolores que viajaram do Rio de Janeiro para São Paulo conseguirão estar presentes por causa da concorrência por ingressos. Por se tratar de uma viagem curta, uma grande leva de torcedores comprou passagem e reservou hospedagem assim que o apito final soou no Equador para LDU e Palmeiras, nas quartas de final.

Dois mil torcedores do Fluminense comemoram título da Libertadores no bar em São Paulo

Quando a venda de entradas foi iniciada, a carga de visitantes se esgotou em três minutos. Com reserva feita, os tricolores se mobilizam para se reunir e assistir ao jogo com clima de estádio. E, nessa linha, o bar que é ponto de encontro da Sampa Flu virou alternativa.

O local reúne os tricolores que moram em São Paulo há cerca de 12 anos. O recorde foi na final da Libertadores, quando duas mil pessoas assistiram à decisão por lá e deram "dor de cabeça" ao dono.

— Pedimos para a CT fechar a rua, mas não permitiu. Eu sabia que iria fechar naturalmente pelo volume de pessoas. No último jogo, que tinha sido contra o Inter na semifinal, a gente colocou 600 pessoas. Foi o recorde até então. E já tinha fechado a rua. Eu falei: "na final vai dar mais ainda". Como naturalmente as pessoas vão fechar a rua, já aluguei telão e botei no meio da rua. Foi super legal e deu tudo certo. Mas acabei tomando uma multinha que doeu pagar, mas tudo bem. A multa foi por colocar um telão na rua sem autorização da prefeitura e sem autorização do fechamento. Fizemos um evento organizado, tanto que tivemos um faturamento legal, por isso que deu para pagar a multa e R$ 12 mil tranquilamente — contou André Silveira, dono do Garota da Vila.

A presença de quatro mil torcedores visitantes é a maior carga que o Palmeiras cedeu nesta Libertadores e exigirá também adaptações das equipes de segurança pública de São Paulo. Uma logística especial está sendo preparada para receber os torcedores com segurança no local.

O sonho de uma terceira final de Libertadores na história mobilizou boa parte da torcida. A expectativa é que pelo menos outros 600 tricolores, entre os que viajaram sem ingresso e os que moram em São Paulo e não conseguiram entradas, se reúnam no local. André será um deles, uma vez que também não conseguiu as entradas para a partida.

— O ingresso acabou em 3 minutos, foi muito rápido. Uma coisa que está surpreendendo realmente é que a gente está recebendo muita ligação. A galera está descobrindo meu telefone. Eu acordo com umas 15 mensagens no meu WhatsApp, ligação. O pessoal falando: "André, quando o Fluminense passou do Platense, eu já comprei a passagem de avião pra São Paulo pra ficar mais barato, mas não consegui ingresso. Então a gente está indo para assistir com vocês" — contou.

O Fluminense chega para o jogo de volta precisando de um feito alcançado apenas duas vezes no atual formato da Libertadores: depois de perder de 2 a 1 no Maracanã, precisa reverter o placar de uma semifinal depois de perder o primeiro jogo em casa.

Só River Plate, em 2018, e Olimpia, em 1989, contra Grêmio e Internacional, respectivamente, conseguiram. O primeiro avançou por gols fora de casa, regra que não existe mais, e o segundo nos pênaltis. Uma vitória por dois gols classifica o Flu diretamente. Um gol de diferença leva a decisão às penalidades.

Bar em São Paulo vira reduto do Fluminense

Edgard Maciel de Sá

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