O Flamengo decide uma vaga na final da Libertadores nesta quinta-feira e joga por uma vitória simples contra o Estudiantes, após empatar em 0 a 0 na Argentina. Os torcedores rubro-negros estão confiantes e vão lotar mais uma vez o Maracanã, mas é recomendável eles se prepararem para um jogo de paciência.

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O mesmo cenário aconteceu nas quartas de final: o Corinthians arrancou um empate na Argentina, mas foi surpreendido na Neo Química Arena pelo Estudiantes, que assim como agora também poupou todos os titulares no Campeonato Argentino. O que aquela eliminação deixa de lições para o Flamengo nesta quinta? O ge levantou cinco pontos que chamaram atenção na partida:

Reação de Memphis ao perder um pênalti no último lance de Corinthians x Estudiantes

Se os jogadores rubro-negros esperam uma retranca argentina no Maracanã, eles podem se surpreender. Na Neo Química Arena, o Estudiantes não esperou fechadinho e pressionou a saída de bola do início ao fim do jogo, chegando a ter seis jogadores "mordendo" no campo de ataque. Já o Corinthians não teve fôlego para sustentar a mesma disposição.

Marcação alta do Estudiantes contra o Corinthians durou o jogo inteiro

A pressão alta algumas vezes resultou em roubadas de bola em que o Corinthians era forçado a parar com faltas, e elas viravam chuveirinhos na sua área. Apesar de ter conseguido marcar bem a bola aérea, em uma delas Carrillo levou perigo em cabeçada que passou perto. Não pode bobear com o grandalhão, que também sai da área para buscar o pivô. Foi com esse tipo de jogada que o Estudiantes mais assustou o Flamengo na ida.

Movimentação de Carrillo, do Estudiantes, contra o Corinthians

Mesmo sem uma retranca, o Estudiantes tem uma recomposição muito rápida que não dava espaço ao Corinthians, que por sua vez entrou sem um centroavante fixo e com Memphis de falso 9. O resultado disso foi a bola não parar no campo de ataque. Os argentinos tiveram mais posse até fazerem o gol, aos 42 minutos do segundo tempo. O caminho era buscar inversões de lado mais velozes, mas só conseguiram uma única vez, em lance que Muslera impediu o gol de Bidu.

Goleiro do Estudiantes trabalha em chute de Matheus Bidu

Chutes de fora

Na Neo Química Arena, o Estudiantes evitou sair jogando na defesa, e Muslera quase sempre preferia a ligação direta com chutões buscando os homens de frente. Em um duelo de pouco espaço, o Corinthians só foi dar a primeira finalização aos 35 minutos de jogo. E assustou duas vezes em chutes de fora da área, de Carrillo (veja abaixo) e Kaio César. Pode ser um caminho com Pulgar e Paquetá, que chutam bem.

Carrillo tenta chute de longe e a bola passa bem perto do gol

Caminho x perigo na direita

Suspenso no 0 a 0 do jogo de ida, Tomás Palacios volta ao time no Maracanã. O grandalhão e zagueiro improvisado de lateral-esquerdo pode ser um caminho a se explorar em velocidade. O Corinthians conseguiu uma vez um lançamento nas suas costas, mas Matheuzinho não dominou. Porém, ele parece desengonçado, mas não é e também sobe bastante ao ataque, buscando tabelas e atacando o espaço na linha de fundo. Foi assim que achou o passe para o gol de Castro na Neo Química Arena.

Matheuzinho explora espaço nas costas de Tomás Palacios no Corinthians x Estudiantes

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Mesmo jogando muito mal, o Corinthians ainda finalizou três vezes a mais que o Estudiantes (9 a 6) e teve uma chance de ouro para empatar no último lance da partida, após ganhar um pênalti por uma mão na bola de Pírez, mas Memphis cobrou para fora. O Flamengo precisará tirar proveito da sua intença movimentação dos homens de frente para conseguir envolver esse arrumado time argentino.

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