O estudo avalia a distância entre as reduções de gases de efeito estufa necessárias para conter o aquecimento global e as medidas adotadas pelos países. Os resultados indicam que os compromissos atuais não são suficientes para alcançar os objetivos estabelecidos pelo Acordo de Paris , firmado em 2015.
Para limitar o pico do aquecimento a cerca de 1,7°C a 1,8°C, as emissões globais precisariam cair 18% até 2030, 45% até 2035 e 69% até 2040, em comparação com os níveis de 2025. O relatório estima que, com a implementação integral das metas climáticas nacionais, as emissões reduziriam em apenas 5% a 8% até 2030 e de 11% a 15% até 2035.
O Acordo de Paris estabeleceu o compromisso internacional de manter o aumento da temperatura média global bem abaixo de 2°C em relação aos níveis pré-industriais, com esforços para limitar a elevação a 1,5°C. O tratado reuniu compromissos nacionais para reduzir as emissões de gases de efeito estufa e enfrentar as mudanças climáticas.
A ultrapassagem do limite de 1,5°C é considerada provável. Em setembro de 2026, um relatório do Pnuma já havia discutido a dificuldade de cumprir essa meta e a necessidade de limitar o período em que as temperaturas permanecerão acima desse patamar.
O novo documento ressalta que ainda há oportunidades para acelerar a ação climática. Desde a adoção do Acordo de Paris, a geração de energia renovável cresceu rapidamente, enquanto a expansão da oferta de energia proveniente do carvão e do petróleo ficou abaixo das projeções anteriores.
O Pnuma também defendeu a ampliação das medidas de redução de emissões para aproximar os países das metas climáticas internacionais.

