Na petição, Flávio diz aceitar abrir seus sigilos bancário, fiscal e telefônico dos últimos 20 anos, além de dados de seus familiares citados e de empresas de sua propriedade. No entanto, como condição para fazer isso, impõe que o petista faça o mesmo, ampliando os objetos das quebras de sigilos.
Na véspera, Lula havia protocolado um documento no TSE declarando "autorizar" a abertura de seus sigilos e de seus familiares, condicionando o ato à reciprocidade do adversário.
Para a defesa de Flávio Bolsonaro, no entanto, a proposta inicial de Lula seria uma "promessa vazia" e uma "quebra para inglês ver", argumentando que eventuais irregularidades do adversário estariam ocultas em nomes de terceiros, laranjas e empresas, e não em suas contas diretas.
As condições impostas por Flávio para liberar sigilos
Na petição endereçada ao TSE, o senador condiciona o levantamento de dados a exigências que abrangem tanto o período em que Lula exerceu mandatos anteriores quanto a atual gestão federal. Entre as principais exigências feitas pela campanha de Flávio Bolsonaro estão:
Sigilos do passado e de assessores próximos: apresentação de termos de autorização de quebra de sigilo de assessores, como Marco Aurélio Santana Ribeiro, o "Marcola", ex-chefe de gabinete.
Empresas de familiares e sócios: abertura de contas e sigilos de empresas ligadas a familiares do presidente, incluindo sociedades do filho Fábio Luís Lula da Silva, o "Lulinha", negócios recentes no exterior, empresas de outros filhos, além do Instituto Lula e da empresa L.I.L.S. Palestras desde o ano de 2003.
Caso Master: divulgação integral de registros de visitantes no Palácio do Planalto e detalhes da reunião mantida entre Lula e Vorcaro em dezembro de 2024.
INSS: esclarecimentos sobre as relações do governo com a lobista Roberta Luchsinger, registros de suas entradas em palácios presidenciais e voos na Força Aérea Brasileira (FAB), e a quebra de sigilo do sindicalista Frei Chico, irmão de Lula.
Cartão corporativo: abertura de todos os gastos do cartão corporativo da Presidência da República desde janeiro de 2023, de agendas da primeira-dama, Janja, e registros sobre visitas de familiares e uso de helicópteros oficiais.
O candidato do PL pede que o TSE intime Lula a dizer se aceita as condições e, em caso negativo, que seja registrado no processo que o petista recusou a proposta.
Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Flávio Bolsonaro (PL)
Montagem/g1, Reprodução/Divulgação das campanhas

