O senador disse aceitar a abertura de seu sigilo telefônico, desde que o ex-chefe de gabinete do presidente, Marco Aurélio Santana Ribeiro , conhecido como Marcola, também divulgue seus dados.

“Ele fez um desafio fake para mim. O Lula nem tem celular, como ele vai abrir o sigilo telefônico dele? Eu não só vou aceitar o desafio, mas vou levar além. Ele precisa abrir o sigilo dos familiares e do Marcola. Sabe quem atende as ligações para ele? O Marcola. Era ele que abria as portas para o Lulinha. O Marcola tem que abrir o sigilo do telefone dele” , declarou.

Flávio completou: “Então eu abro meu sigilo de telefone, sim, mas o Marcola tem que abrir o dele, concorda?” .

Além disso, Flávio cobrou a abertura das contas do Instituto Lula e a divulgação dos gastos com cartões corporativos da Presidência. “Minha vida é um livro aberto” , acrescentou o senador em outro momento do discurso.

Além da exigência sobre Marcola, Flávio mencionou supostas relações do ex-assessor com negócios envolvendo Fábio Luís Lula da Silva , o Lulinha, filho do presidente, e ministérios. O senador cobrou também os registros de visitas ao Palácio da Alvorada e a outros prédios oficiais do governo.

Lulinha é investigado em 3 inquéritos pela Polícia Federal por tráfico de influência, Marcola também foi citado.

As declarações vieram na reta final da campanha para o 2º turno das eleições presidenciais, marcado para 25 de outubro. Lula propôs o desafio durante o debate na Band , no domingo (18.out), e na 3ª feira (20.out) a sua defesa encaminhou um pedido de abertura de sigilo ao Tribunal Superior Eleitoral. A liberação, contudo, está condicionada a uma ação recíproca por parte do senador.