A Prefeitura de Atibaia (SP) tem adotado medidas para tentar conter a propagação da suspeita de escabiose, conhecida popularmente como sarna humana, após o afastamento de 54 alunos e funcionários da Escola Municipal Prefeito Walter Engrácia de Oliveira, no bairro Caetetuba.

Entre as ações estão visitas de agentes comunitários de saúde às casas dos estudantes e atendimento médico na rede pública.

Uma servidora da escola, que não quis se identificar, relatou coceira intensa e disse que o filho, que estuda em outra unidade do bairro, também apresenta sintomas. A funcionária contou que as lesões apareceram na sexta-feira (16), principalmente na região das axilas.

“Mesmo eu tomando o antialérgico que o médico receitou, acordo de madrugada para coçar”, contou a funcionária ao repórter Lucas Rangel, da TV Vanguarda.

Segundo a Secretaria Municipal de Saúde, estão afastados 41 alunos e 13 funcionários, entre pessoas com diagnóstico confirmado ou suspeita da doença. A prefeitura informou que tomou conhecimento dos primeiros casos na sexta-feira (16).

Na terça-feira (20), equipes da Vigilância Epidemiológica e da Vigilância Sanitária estiveram na escola para verificar as condições sanitárias e orientar os profissionais sobre medidas de prevenção, higiene e limpeza.

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Escola em Atibaia e costas de servidora que relata sintomas de sarna humana.

Foto 1: Reprodução/Rede Vanguarda. Foto 2: Reprodução

Prefeitura visita famílias

Agentes comunitários de saúde estão visitando as casas dos alunos para orientar as famílias sobre a importância do tratamento. A prefeitura também disponibilizou médicos e enfermeiros na unidade de saúde de referência para atender os casos.

Segundo Patrícia Silveira, chefe da Vigilância Epidemiológica, é importante que as pessoas infectadas recebam tratamento e que os familiares também sejam avaliados.

“Não adianta só identificar o problema e não tratar. Então a unidade de saúde está atendendo os casos, está fazendo busca ativa nas casas com os agentes comunitários, porque também precisa tratar as famílias dessas crianças”, afirmou.

O tratamento é feito com medicamentos e loções ou pomadas, conforme prescrição médica. Os produtos estão disponíveis gratuitamente na rede pública de saúde.

“O tratamento é feito por uma prescrição médica, então pode ser com uso de loção e medicamento, mas é com prescrição médica. Então nós não orientamos que as pessoas se mediquem por conta própria”, explicou Patrícia.

A orientação é que pais e responsáveis procurem a Unidade Básica de Saúde (UBS) mais próxima caso identifiquem sintomas ou suspeitem da doença.

Apesar do número de casos suspeitos, as aulas na Escola Walter Engrácia seguem normalmente. Segundo a prefeitura, a unidade também passa por limpeza contínua, e medidas de prevenção estão sendo adotadas.

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