Apesar de o layout da página mostrar um final “.gov.br”, o endereço do link da fraude é “ https://brasilsembets.org “. Já o link do portal oficial do governo é: “ brasilsembets.gov.br “.

Ao inserir o CPF, o site direciona o usuário para uma página com o que seriam “valores encontrados” para receber, que estariam vinculados ao documento informado. Os números são criados aleatoriamente, sem fundamento real. O site permite solicitar a retirada dos valores, mas nada acontece após o pedido.

O portal oficial “ https://brasilsembets.gov.br/ “, do gov.br, não tem campo para digitação de CPF e não promete resgate direto em página na internet. Quem tenta acessar um site de apostas bloqueado vê apenas a mensagem “Acesso bloqueado”. O texto oficial informa que a plataforma está fora do ar em cumprimento à Medida Provisória (MP) nº 1.394 de 2026. A norma proíbe apostas esportivas e cassinos on-line no Brasil desde a 6ª feira (25.set.2026).

ORIENTAÇÕES DO GOVERNO

O governo faz 3 recomendações:

não digitar o CPF em sites de consulta de saldos;

não pagar taxas, uma vez que nenhuma cobrança é exigida para o reembolso;

acompanhar o ressarcimento pelos canais oficiais. O valor é depositado na conta bancária vinculada ao CPF.

Quem não receber deve procurar a Caixa Econômica Federal.

A MP (Medida Provisória) nº 1.394 de 2026 passou a proibir apostas esportivas e cassinos on-line no Brasil em 25 de setembro. As plataformas, obrigadas a manter os sites no ar para saques, tiveram o prazo de resgate manual encerrado às 23h59 de 5 de outubro.

Daquela data até 7 de outubro, as empresas repassaram aos bancos os saldos de cada apostador, vinculados ao CPF.

De 9 de outubro a 14 de outubro, os bancos que operam com as plataformas fizeram os ressarcimentos automáticos na conta bancária ligada ao CPF do titular.

E a partir do dia 14, quem não recebeu os valores passou a ser atendido pela Caixa Econômica Federal. O banco público intermedia os casos com inconsistência bancária ou impossibilidade de crédito direto.