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A proposta prevê alertas no painel para orientar o motorista e o envio remoto de informações à agência reguladora. O recurso poderá ser aplicado a modelos das marcas do grupo, como Fiat, Jeep , Ram, Peugeot e Citroën, mas a fabricante ainda não divulgou quais veículos receberão a tecnologia nem quando ela poderá chegar à produção.
<span class="hidden">–</span> Divulgação/Peugeot
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Como funciona o sistema da Stellantis?
A tecnologia utiliza informações da central de injeção eletrônica para identificar alterações nos parâmetros de funcionamento do motor. Ao detectar sinais compatíveis com problemas na qualidade do combustível, o sistema cruza os dados com as coordenadas registradas pelo GPS do veículo.
Se a irregularidade for identificada, o painel poderá emitir um alerta ao motorista, indicando a necessidade de evitar o uso prolongado do carro até que o problema seja avaliado. Ao mesmo tempo, o sistema de conectividade poderá transmitir à ANP um relatório com informações técnicas e a localização do estabelecimento relacionado ao abastecimento.
A proposta busca facilitar a identificação de possíveis casos de adulteração e fornecer dados para orientar a fiscalização. A detecção de uma falha, porém, não significa necessariamente que o combustível foi adulterado nem comprova, por si só, a responsabilidade de um posto. A confirmação depende de análises adicionais.
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Citroën Aircross XTR 2027 Divulgação/Citroën
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Combustível adulterado pode danificar o motor
A qualidade do combustível é especialmente importante em motores com injeção direta e sistemas de alimentação de alta pressão. A presença de água ou de substâncias inadequadas pode comprometer o funcionamento do conjunto, provocar falhas de combustão e danificar componentes como bombas e injetores.
Quando há suspeita de adulteração, identificar o local do abastecimento pode ajudar na investigação e na eventual contestação de despesas com reparos. O registro de dados pelo veículo também pode ampliar as informações disponíveis para os órgãos responsáveis pela fiscalização.
Como se trata de um pedido de patente, a tecnologia ainda precisa passar pelas etapas legais aplicáveis antes de qualquer eventual implementação comercial. A Stellantis não anunciou uma data de lançamento nem confirmou a adoção do sistema em veículos de produção.

