Os dois suspeitos de integrar uma facção mortos durante uma abordagem da Polícia Militar em Ribeirão Preto (SP) na quarta-feira (21), Alexsandro Calisto Gomes, de 40 anos, e Vinicius de Jesus, de 32, tinham uma lista de passagens pela polícia e condenações na Justiça.
A EPTV, afiliada da TV Globo, apurou que os crimes envolvendo Alexsandro vão de tráfico de drogas e receptação até roubo e porte ilegal de arma. Vinicius já tinha passagens e condenações por latrocínio, tráfico de drogas e roubo.
A informação foi confirmada pelo delegado José Carvalho de Araújo Júnior, do Departamento Estadual de Investigações Criminais (Deic).
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"Os dois que foram mortos têm uma extensa ficha criminal, passagem por roubo, por tráfico, enfim, envolvimento com o crime. Isso aí já foi constatado. São pessoas que realmente têm mais envolvimento com o crime e nos confrontos com policiais, nesse caso".
Policiais bloqueiam a Via Norte em Ribeirão Preto, SP, após abordagem a carro de suspeitos de transportar armas
Câmeras de segurança/Reprodução
Segundo o delegado, os suspeitos foram abordados pela PM na Avenida Eduardo Andrea Matarazzo (Via Norte) após uma denúncia de que eles portavam armas dentro do carro que dirigiam.
"O que houve ontem [quarta-feira] foi uma abordagem policial, através de uma denúncia que os policiais tiveram que aquele determinado veículo possuía armas. No momento da abordagem, houve um confronto. Então foi uma reação dos policiais militares ao confronto que eles receberam ali".
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Ainda segundo o delegado, a Polícia Civil instaurou um inquérito para investigar as mortes de Alexsandro e Vinicius e as armas encontradas no veículo durante a ação da PM foram apreendidas.
"As armas apreendidas apresentam raspagem na numeração, mas a perícia faz um trabalho muito bom de identificação dessa numeração (...). Os peritos, assim que tiverem essas informações, passarão para o inquérito policial, que vai, então, juntar o laudo pericial, laudo pericial também do IML, imagens que foram já levantadas também estão na perícia, que vão ser todas trazidas ao inquérito".
Como foi a operação?
A intervenção ocorreu na pista da Via Norte em direção aos bairros da Zona Norte, no trecho próximo ao cruzamento com a Avenida Thomaz Alberto Whatelly.
De acordo com a Polícia Militar, uma equipe do 11º Batalhão de Ações Especiais de Polícia (Baep) fazia patrulhamento ostensivo quando recebeu a informação de que um HB20 cinza transportava armas de fogo.
Imagens de câmeras de segurança registradas no momento da ação mostram viaturas emparelhadas com o veículo dos suspeitos durante a perseguição e policiais posicionando uma viatura atravessada na avenida para bloquear a pista.
O bloqueio e os disparos provocaram pânico entre motoristas e pedestres que passavam pela região, levando condutores a darem ré e a trafegarem dirigirem na contramão para fugir do local.
A Polícia Científica esteve no local e recolheu ao menos 19 cápsulas deflagradas espalhadas pelo asfalto.
Por conta dos trabalhos periciais e do isolamento do trecho, o trânsito no sentido bairro ficou interditado durante a tarde.
Comerciantes da Zona Norte fecharam as portas mais cedo depois que moradores da região relataram ameaças nas redes sociais com avisos de toque de recolher por represália às mortes.
A PM classificou as mensagens sobre toque de recolher como boatos decorrentes de um "efeito manada" e descartou qualquer ordem de restrição, mas confirmou o uso de tropas para garantir a segurança da população.
Viaturas da PM na Via Norte, onde suspeitos foram mortos durante abordagem policial em Ribeirão Preto (SP).
Quem são os suspeitos que morreram?
Os dois ocupantes do veículo que morreram no confronto foram identificados como Vinicius de Jesus, de 32 anos, e Alexsandro Calisto Gomes, de 40 anos.
Segundo relatos da irmã de Vinicius, a auxiliar de limpeza Vitoria Cristina de Jesus, o irmão morava no bairro Adelino Simioni, era casado e ajudava na criação de duas enteadas.
Ela explicou que o HB20 utilizado por ele era alugado há cerca de duas semanas, pois o automóvel próprio de Vinicius estava na oficina mecânica.
Vitoria Cristina de Jesus, irmã de Vinicius, confirmou que ele possuía passagens anteriores pela polícia, mas ressaltou que ele já havia cumprido suas penas e não tinha pendências judiciais.
A defesa das famílias informou que acompanhará o trabalho da polícia e o acesso às provas periciais.
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