Atualmente em exibição na 50ª Mostra Internacional de Cinema de São Paulo , o novo thriller da A24 é baseado na história real de To Catch a Predator , programa de jornalismo investigativo do início dos anos 2000 da Dateline NBC que utilizava armadilhas para atrair possíveis pedófilos e desmascará-los diante das câmeras.

Em Primetime , Pattinson interpreta o jornalista e líder do programa Chris Hansen , cujo maior desejo é merecer seu lugar no horário nobre da televisão. Pattinson ainda atua como produtor da obra junto com Ari Aster ( Hereditário ), por meio da Square Peg Productions.

Em entrevista à Vulture , Oppenheim contou que inicialmente Pattinson iria apenas produzir Primetime , mas ele queria muito tê-lo no papel do protagonista. O roteirista Ajon Singh teria passado uma semana reescrevendo o roteiro para tentar convencer o ator a aceitar a proposta. Neste momento, ele teve uma ideia.

“Na época, Rob estava lutando contra o vício em Zyn”, explicou o diretor, referindo-se aos sachês de nicotina que estavam escassos nos Estados Unidos. Oppenheim , então, decidiu acionar um amigo no Canadá para “contrabandear” 200 caixas de sachês especialmente para Pattinson .

O carregamento foi entregue diretamente na casa do ator em Los Angeles, acompanhado de uma versão atualizada do roteiro e de uma carta que começava com o trocadilho “Dear Chris Han-Zyn”. Fisgado pela proposta ousada e pelo roteiro, o astro de O Drama ligou por FaceTime para o diretor aceitando o papel.

Oppenheim fez uma comparação para descrever a sensação de ouvir o “sim” do ator: “Foi como se LeBron estivesse anunciando que ia se juntar ao Heat”, brincou.

O cineasta ainda descreveu Primetime como um “delírio febril” e uma “forma elaborada de fanfic”. O filme é uma dramatização e não tem interesse em recriar os eventos com fidelidade, entretanto, o personagem de Pattinson foi motivo de várias reclamações do verdadeiro Chris Hansen , que classificou a obra como “difamatória” e afirmou que ela distorce a realidade.

Segundo crítica da Rolling Stone , Primetime “constrói uma grande sátira da mídia moderna, movida por lucros e audiência, não importando o preço necessário a se pagar”.

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