A Polícia Federal interrompeu uma extração ilegal de na zona rural de Ibiraci (MG). De acordo com o órgão, foi degradada uma área de 12 hectares, o equivalente a, aproximadamente, 16 campos de futebol.
Imagens de satélite indicaram que a atividade era realizada sem autorização da Agência Nacional de Mineração (ANM). Segundo as investigações, o local era explorado desde 2022.
Polícia Federal paralisa extração ilegal de areia em Ibiraci
Os policiais cumpriram um mandado expedido pela Justiça Criminal de Uberaba. Em uma fazenda, foram apreendidos quatro caminhões, uma escavadeira e duas pás carregadeiras.
A Justiça também determinou o embargo imediato das atividades na propriedade. As investigações continuam.
Os investigados podem responder por crimes ambientais e usurpação de bens da União. As penas podem chegar a seis anos de detenção, além de multa diária de R$ 10 mil em caso de descumprimento de determinação judicial.
A Polícia Federal continua investigando o caso para apurar as responsabilidades pela exploração irregular.
Extração causa danos ambientais
Polícia Federal paralisa extração ilegal de areia em Ibiraci
A mineração irregular pode provocar impactos ambientais que exigem planejamento e recursos para a recuperação da área. Segundo a engenheira florestal Joana Junqueira, a retirada de areia sem critérios ambientais pode comprometer tanto a vegetação quanto as camadas superficiais do solo.
“A exploração irregular é feita sem nenhum critério ambiental normalmente. Então, ali, com a retirada da areia, retirou-se a vegetação, que é o primeiro desmatamento ilegal. Retiraram-se também camadas superficiais do solo, que são camadas mais ricas”, explica.
A engenheira florestal explica ainda que a extração de areia pode ocorrer de diferentes formas, como diretamente no leito de rios ou em depósitos superficiais. No caso de Ibiraci, pelas imagens analisadas, a exploração aparentava ocorrer em bancos de areia, sem dragagem direta do leito de um rio.
Polícia Federal paralisa extração ilegal de areia em Ibiraci
De acordo com a especialista, os impactos podem atingir também as áreas do entorno do local. O tempo necessário para recuperar uma área degradada depende de fatores como a extensão dos danos, o período de exploração e as condições da vegetação original. A disponibilidade de recursos financeiros também influencia o processo.
“Existem técnicas bastante eficientes e vai demandar energia e recursos financeiros para que possa ser revegetada e, futuramente, num longo prazo, restauradas as funções ecológicas do local”, afirma Joana.
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