Conhecidos como “bazucas antidrones”, os dispositivos são capazes de interromper sinais de radiofrequência a uma distância de até três quilômetros, neutralizando a operação de aeronaves remotamente pilotadas.
Durante a entrega, policiais militares e civis receberam treinamento para utilizar os equipamentos com segurança. A capacitação foi conduzida por especialistas do Ministério da Justiça que integram o escritório antifacção instalado pelo governo federal no Rio.
A iniciativa faz parte de uma estratégia conjunta entre o governo federal e as forças de segurança estaduais para combater o crime organizado e a ocupação territorial por grupos criminosos.
PM e Polícia Civil do RJ recebem fuzis antidrones para combater crime organizado
Drones são usados por criminosos para monitorar operações
‘Drones do crime’ se multiplicam no RJ
A aquisição dos equipamentos busca responder ao uso cada vez mais frequente de drones por criminosos. Segundo a Polícia Militar, as aeronaves são utilizadas para monitorar movimentações das forças de segurança e de facções rivais.
Os drones também vêm sendo empregados para transportar armas e drogas e até lançar granadas. A atuação dos criminosos foi mostrada em reportagens do Bom Dia Brasil.
Apesar do formato semelhante ao de um armamento convencional, o fuzil Jammer Antidrone não dispara balas ou outros projéteis. O dispositivo emite ondas de radiofrequência e sinais eletromagnéticos para interferir na comunicação das aeronaves.
De acordo com as informações da PM, a experiência de utilização dos equipamentos no Rio de Janeiro deverá ser levada a outros estados. São Paulo, Bahia e Ceará estão entre os próximos a receber a iniciativa.

