Lucas Sousa/ASCOM Zoo Brasília

Aos 23 anos, Tchuco está de casa nova e com três companheiras à espera. O macaco-aranha-da-cara-preta, de uma espécie ameaçada de extinção, desembarcou no Aeroporto Internacional de Viracopos, em Campinas (SP), nesta quinta-feira (22), após deixar Brasília (DF).

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Depois de uma viagem de cerca de 800 quilômetros, o primata seguiu por terra até o Parque Zoológico Municipal Quinzinho de Barros, em Sorocaba (SP). Por lá, vai dividir o espaço com três fêmeas da mesma espécie, em uma transferência que faz parte de uma estratégia de conservação.

Por que Tchuco foi transferido para o zoológico de Sorocaba?

Um estudo mostra que dois em cada 10 animais ameaçados de extinção no mundo estão no Brasil

Segundo a Latam, responsável pelo transporte aéreo por meio do programa Avião Solidário, a transferência de Tchuco atendeu a uma recomendação técnica de manejo voltada à formação e à composição dos grupos sociais da espécie.

A chegada do macaco-aranha ao zoológico de Sorocaba busca contribuir para a manutenção da diversidade genética e aumentar a viabilidade da população da espécie sob cuidados humanos.

A iniciativa está alinhada às estratégias nacionais de conservação de primatas ameaçados de extinção, informou a companhia.

Ameaçado de extinção

Parque Zoológico Municipal 'Quinzinho de Barros', em Sorocaba (SP)

Prefeitura de Sorocaba/Divulgação

O macaco-aranha-da-cara-preta (Ateles chamek) é uma espécie nativa da fauna brasileira, classificada como em perigo de extinção pelo Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio).

O primata integra o Plano de Ação Nacional para a Conservação dos Primatas Amazônicos (PAN Primatas Amazônicos), coordenado pelo instituto.

De acordo com o ICMBio, a espécie ocorre na Amazônia brasileira e em regiões do Peru e da Bolívia. Entre as principais ameaças à sobrevivência desses animais estão o desmatamento, a fragmentação do habitat e a caça.

O macaco-aranha-da-cara-preta se diferencia das demais espécies do gênero por apresentar pelagem totalmente negra. Também possui pelos mais curtos e cauda relativamente mais longa.

Segundo o ICMBio, o animal pode viver até cerca de 52 anos em cativeiro.

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