Apresentada pelo Departamento de Justiça na 5ª feira (22.out), a ação sustenta que outro candidato, Daniel J. Sullivan pode receber votos de eleitores que pretendiam apoiar o senador. A disputa contra a democrata Mary Peltola será realizada em 3 de novembro. Eis a íntegra da petição (PDF – 398 kB).
O que o governo pede
O pedido considera uma hipótese específica: o senador perder a eleição, mas vencer caso todos os votos destinados ao homônimo fossem atribuídos a ele e a contagem por ordem de preferência fosse refeita. Nesse cenário, o governo quer suspender a certificação até uma investigação sobre a intenção dos eleitores.
O Alasca permite que o eleitor classifique os candidatos em ordem de preferência . Se ninguém alcançar a maioria na 1ª rodada, o menos votado é eliminado, e suas cédulas passam a contar para a próxima opção indicada que continue na disputa. Assim, é possível incluir os 2 Sullivans em posições diferentes na mesma cédula.
A petição busca uma ordem judicial para suspender a oficialização do resultado nessas condições. Seu protocolo, por si só, não exclui candidatos nem interrompe a votação.
Quem é o candidato homônimo
Daniel J. Sullivan é professor aposentado e morador de Petersburg. Também trabalhou durante 15 anos no Serviço Florestal dos Estados Unidos. Embora tenha registro como republicano , aparece na cédula sem identificação partidária. O senador está identificado como republicano e ocupante do cargo.
A permanência do homônimo na eleição já passou pela Justiça estadual. A autoridade eleitoral tentou excluí-lo em junho, mas um tribunal reverteu a medida. Em 29 daquele mês, a Suprema Corte do Alasca manteve sua participação, conforme registra a própria ação federal.
O candidato nega tentar enganar eleitores ou atuar em conjunto com Peltola. Em entrevista ao jornal local Petersburg Pilot , publicada em junho , afirmou não ter contato com a campanha democrata e defendeu que os eleitores busquem informações para distinguir os concorrentes.
Críticas à intervenção
Peltola acusou o adversário de usar suas conexões em Washington para manipular a disputa. A senadora republicana Lisa Murkowski também criticou a ação e afirmou que a cédula já diferencia os candidatos.
A iniciativa ocorre durante as eleições de meio de mandato, que definirão o controle do Congresso. Em julho, como mostrou o Poder360 , Trump demitiu os 2 integrantes democratas da Comissão de Assistência Eleitoral . O órgão presta apoio técnico às autoridades eleitorais, mas não controla as cédulas nem a administração estadual das eleições.

