“Eu confesso a vocês, depois de tantas campanhas que já participei, com tanta gente importante, de conversar com tanta gente importante, com tantos presidentes de todos os países do mundo, eu jamais imaginei disputar a eleição com um mentiroso, um miliciano, um desqualificado, como o rapaz que está disputando a Presidência da República” , declarou antes do início da caminhada na avenida Paulista.

O presidente não citou nominalmente seu adversário, o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), mas o criticou diversas vezes durante a declaração. Lula declarou que o senador “não tem nenhum compromisso com nenhuma verdade” e que Flávio “mente com a maior desfaçatez” .

O presidente também disse que “eleição é uma coisa de quem se preocupa com esse país” e que as pessoas não querem “permitir que um miliciano vá para o Palácio do Planalto” .

Caso Ana Clara

Em outro momento, Lula voltou a citar o caso da menina Ana Clara, morta por um disparo de arma de fogo aos 5 anos, em Niterói (RJ). O PM Bruno Dias Delaroli foi denunciado por homicídio. Em 2024, Flávio recorreu ao STJ para tentar impedir que o policial fosse a júri popular, mas o recurso foi rejeitado. O julgamento, inicialmente marcado para 21 de outubro de 2026, foi adiado para 5 de maio de 2027.

“A sociedade brasileira não vai aceitar que uma pessoa que não tem sensibilidade com a morte de uma menina de 5 anos de idade e ele vai ajudar quem matou a menina para que essa pessoa não seja presa. Uma pessoa dessa não tem condições políticas, morais e éticas para chegar à Presidência da República” , declarou.

O ato na avenida Paulista repete o realizado no 1º turno, quando o petista encerrou a primeira fase da campanha.

Acompanham o presidente no ato:

Janja da Silva, primeira-dama;

Geraldo Alckmin (PSB), vice-presidente;

Simone Tebet (PSB), ex-ministra;

Marina Silva (Rede), ex-ministra;

Guilherme Boulos, ministro da Secretaria Geral;

Fernando Haddad, ex-ministro;

Paulo Pereira, ministro do Empreendedorismo;

Márcio França, ex-ministro.