Leandra e Janones mantiveram uma união estável de 2014 a 2018. Em 2024, a Justiça de Minas Gerais concedeu uma medida protetiva determinando que o deputado mantivesse distância da prefeita, que relatou ter sido ameaçada e ter tido imagens íntimas divulgadas sem autorização.

A medida proíbe Janones de se aproximar ou manter contato com Leandra, familiares e testemunhas do caso. Também impede o congressista de frequentar os mesmos locais que a prefeita e de divulgar fotos, vídeos ou mensagens relacionados a ela.

“Não é sobre vingança, nunca foi. É sobre dar voz às mulheres que quem está no poder tenta calar, tenta diminuir e tenta silenciar. Eu não fui ao debate por mim. Eu fui por todas nós que fomos interrompidas, desacreditadas e atacadas só por ocupar um lugar que eles acham que não é nosso. Eu não vou me calar. E é por todas nós. Eu não vou deixar que nos calem. Porque só quem passou por violência é que sabe a dor que carrega” , declarou Leandra em vídeo publicado nas redes sociais.

Janones nega as acusações. Em 2025, declarou que não divulgou imagens íntimas de Leandra e classificou as acusações de perseguição, ameaças e exposição não autorizada como falsas. Na época, disse ter reunido provas para contestar o relato da ex-companheira.

O deputado não foi aos estúdios da Globo. O congressista disse que já não pretendia comparecer ao debate porque faria uma live de 24 horas em apoio ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

Janones é um dos integrantes mais ativos da campanha de Lula e criou o canal de WhatsApp Exército do Lula, usado para divulgar conteúdos em apoio ao presidente.