“Acho que, no fim das contas, como cristão… você tem que apoiar seus amigos”, compartilhou Corgan na conversa (via NME ). “Mas isso não significa que você não tenha uma opinião, e não significa que você não seja crítico. No caso dele – e não estou aqui para julgar – o Ministério Público analisou o caso durante cinco anos. Em alguns casos, eu sabia de coisas pessoais que aconteciam nos bastidores e que não são de conhecimento público”, acrescentou. “Pessoalmente, não achei que ele fosse culpado das acusações que lhe foram imputadas e, no fim das contas, o fato de o Ministério Público não ter dado prosseguimento ao caso foi lamentável.”

Corgan completou: “Mas eu não estava lá. Não posso estar presente em tudo. Mas é uma daquelas coisas em que não quero que o mundo me diga quem são meus amigos e com quem devo me associar. Isso vale para questões políticas, sociais e, no caso do Brian, temos uma relação que já dura quase 30 anos.”

Corgan prosseguiu contando que conhecia os pais de Manson e que a esposa do cantor tem uma irmã gêmea que é casada com o guitarrista do Smashing Pumpkins , James Iha , então ele é “basicamente parte da nossa família”. O vocalista do grupo de rock alternativo continuou: “Acho que qualquer pessoa nessa situação tem dificuldade em lidar com a gravidade das acusações, mas, novamente, eu também conhecia os detalhes do caso. Eu conhecia certas pessoas envolvidas, e então você faz essas avaliações.” Corgan também explicou qual será sua reação se Manson for condenado: “No fim das contas, acho que tomei a decisão certa, mas [também] quando as pessoas me perguntavam em particular: ‘Bem, o que acontece se…’, eu respondia: ‘Se ele for culpado, ou qualquer pessoa nessa situação for culpada, deve ir para a cadeia.’”

A amizade entre os dois é antiga. Em entrevista à Loudwire , em 2015, Manson contou que ganhou sua primeira guitarra de Corgan , que tentou ensiná-lo a tocar. Os dois se afastaram depois que Corgan escreveu uma carta alertando o amigo sobre os efeitos de seu namoro com Rose McGowan , porém fizeram as pazes em 2014, quando Manson subiu ao palco com o Smashing Pumpkins em Londres. No ano seguinte, os dois saíram em turnê juntos, na série de shows intitulada End Times Tour . No ano passado, Corgan esteve na festa de 56 anos de Manson , ao lado de Iha , Ronnie Radke , do Falling in Reverse , e John 5 , guitarrista do Mötley Crüe .

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As acusações contra Manson ganharam força em 2021, quando a ex-namorada do cantor, Evan Rachel Wood , o apontou publicamente como seu abusador. Na ocasião, a atriz relatou aliciamento, manipulação e abusos durante o relacionamento. Manson negou as acusações dela e de outras mulheres, que chamou de “horríveis distorções da realidade”. Wood detalhou o caso no documentário Phoenix Rising , lançado em 2022. Warner processou Wood e a artista Illma Gore por difamação e outras acusações, porém desistiu do processo em novembro de 2024 e concordou em pagar uma indenização de quase US$ 327.000 (cerca de R$ 1,62 milhão ) à antiga parceira em honorários advocatícios.

Em janeiro de 2025, o Ministério Público do Condado de Los Angeles confirmou que o cantor não enfrentaria acusações criminais, após uma investigação de quatro anos sobre alegações de agressão sexual e violência doméstica. Isso ocorreu porque as alegações de violência doméstica prescreveram e os promotores não conseguiram “provar as acusações de agressão sexual além de qualquer dúvida razoável”.

Um processo civil separado, movido pela ex-assistente de Warner , Ashley Walters , foi reaberto em janeiro deste ano sob uma nova lei da Califórnia. Walters entrou com a ação pela primeira vez em 2021, alegando agressão sexual, abuso sexual, assédio sexual e outras formas de abuso durante o período em que trabalhou para Warner , entre 2010 e 2011. O caso havia sido arquivado em dezembro de 2025 devido à prescrição, mas a Lei 250 da Assembleia da Califórnia estendeu o prazo e permitiu sua reabertura. Assim como as demais acusações feitas contra ele, o artista negou inteiramente todas as alegações.

Manson , em conjunto com a banda Slipknot , foram os primeiros nomes confirmados na edição de 2027 do The Town . Nos comentários da divulgação feita pelo perfil oficial do festival e em posts feitos no X (antigo Twitter) e Instagram, usuários das redes criticaram a decisão de inserir o cantor, que não se apresenta no Brasil desde 2016, no lineup.

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