De acordo com o banco, os contratos futuros negociados na CME já apontavam para uma forte reprecificação do câmbio, em um movimento que, se confirmado no mercado local, seria muito superior às variações registradas logo após eleições presidenciais recentes no Brasil.
O Goldman destaca que a reação combina o efeito da surpresa eleitoral com uma percepção mais elevada de risco fiscal.
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R$ 5,60 ficaria entre dois cenários de risco fiscal
Em exercícios anteriores, o banco havia estimado que um dólar ao redor de R$ 5,40 seria compatível com um prêmio fiscal semelhante ao observado em setembro de 2024.
Já uma cotação próxima de R$ 5,80 refletiria um cenário de percepção de risco mais elevada, comparável ao registrado em dezembro daquele ano.
Nesse contexto, o nível de R$ 5,60 indicado pelos futuros ficaria entre os dois cenários.
Para o Goldman, uma parcela maior de prêmio fiscal deve ser incorporada ao real e a outros ativos locais, especialmente depois de medidas recentes de expansão fiscal.
Movimento pode superar reação de eleições anteriores
O banco chama atenção para a magnitude da alta indicada pelo mercado futuro.
Segundo o relatório, uma valorização próxima de 12% do dólar representaria uma reação muito acima da observada imediatamente depois de outras eleições presidenciais no Brasil.
A volatilidade também pode ser influenciada pelo funcionamento dos mecanismos de circuit breaker na B3, caso o mercado acionário registre quedas intensas ao longo da sessão.
Nesse ambiente, a formação do preço do dólar pode sofrer impactos adicionais ao longo do pregão, especialmente nos momentos de maior estresse nos ativos locais.
Reação inicial não encerra a história
Embora a primeira resposta do mercado possa ser intensa, o Goldman avalia que a trajetória do câmbio nos próximos dias dependerá também dos sinais dados pelo governo reeleito.
A definição da equipe econômica e os primeiros anúncios fiscais devem ser determinantes para calibrar a percepção de risco.
O banco lembra que eleições anteriores, inclusive a de 2002, mostram que a reação inicial do mercado pode ser revista conforme surgem indicações mais claras sobre a condução da política econômica.
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