A suspeita de violação ou tentativa de violação do sigilo do voto foi a ocorrência mais frequente, com 38 registros. A propaganda eleitoral irregular respondeu por outros 24 casos. Também foram contabilizadas 8 ocorrências de desordem nos trabalhos eleitorais e 6 de desobediência eleitoral. Os registros incluem ainda danos a urnas eletrônicas e suspeitas de eleitores votarem em nome de terceiros.

As ocorrências foram registradas em 21 unidades da Federação. A Paraíba liderou, com 11 casos, seguida por Minas Gerais (9) e Sergipe (8). Bahia, Pernambuco e Rio de Janeiro tiveram 5 ocorrências cada.

Alagoas, Espírito Santo e Mato Grosso registraram 4 casos cada. Acre, Distrito Federal, Piauí, Paraná e São Paulo tiveram 3 ocorrências cada. Ceará, Maranhão, Mato Grosso do Sul, Pará, Rio Grande do Norte e Rondônia somaram 2 casos cada. Santa Catarina registrou uma.

Durante o 2º turno, a PF recolheu R$ 41.420,02 em bens e valores, incluindo R$ 4.157 em espécie. Celulares e equipamentos de informática e de som também foram apreendidos.

BALANÇO DE 2026

A PF abriu 1.629 inquéritos relacionados a crimes eleitorais em 2026 e realizou 98 operações até as 9h30 desta 2ª feira (26.out.). Na mesma data, 2.483 investigações desse tipo permaneciam em andamento.

O total apreendido em ações contra crimes eleitorais no ano chegou a R$ 51.947.512,10. Desse montante, R$ 31.752.150,20 estavam em dinheiro.

O levantamento também contabiliza investigações de violência política contra a mulher, tipificada no artigo 326-B do Código Eleitoral. Até hoje, 26 de outubro, 104 inquéritos sobre esse crime estavam em andamento, sendo que 88 foram abertos em 2026.

A Polícia Federal ressalvou que os dados são preliminares e podem ser atualizados conforme novos casos sejam registrados e as informações dos sistemas da instituição sejam revisadas.