Ao reabrir as negociações, a Bolsa brasileira chegou a cair 16,26% no início da sessão desta 2ª feira (26.out). Às 14h45, o Ibovespa estava em queda de 15,05%.

A última vez que o circuit breaker havia sido acionado foi em março de 2020, por causa da pandemia de covid-19. A 1ª vez que a B3 acionou o mecanismo foi em 1997, por causa dos problemas financeiros na Ásia.

O circuit breaker é um procedimento operacional da B3 previsto para momentos de forte queda do mercado. O mecanismo interrompe temporariamente as negociações e tem como referência a variação do Ibovespa B3, principal índice do mercado brasileiro de ações.

Na B3, o circuit breaker pode interromper as negociações por 30 minutos ou por 1 hora, dependendo da intensidade da queda do Ibovespa. Desde 1997, foram 20 paradas de 30 minutos e 4 de uma hora.

Gabriel Magno, chefe de alocação de investimentos e sócio da AW Capital , declarou que a suspensão das negociações pela B3 não é normal e só ocorre “em momentos de muita aversão ao risco” .

“Teremos um ano de 2027 muito difícil, que já seria difícil com um governo pró-mercado e com toda a gastança que foi feita nos últimos 30 dias. Acredito que teremos um risco grande de recessão” , afirmou Magno.

“O mercado estava com uma precificação muito forte para o Flávio ganhar. Com a reeleição do Lula, o que fica no receio é como vão ficar as contas públicas. A pancada principal é no juro futuro porque os investidores olham para o Brasil e não confiam” , disse o economista.