Guimarães disse não querer saber notícias do opositor, mas afirmou que as atitudes de Flávio depois da derrota eleitoral demonstram, em sua avaliação, falta de caráter para governar o país. “Tinha que reconhecer o resultado da eleição, não ficar fazendo essas ações que só complicam e mostram bem o caráter de quem não tinha condições de governar o Brasil” , declarou a jornalistas durante reunião da bancada do PT na Câmara dos Deputados.

O ministro destacou a legitimidade da eleição presidencial e disse que as autoridades brasileiras reconheceram o resultado, inclusive o TSE (Tribunal Superior Eleitoral), presidido por Kassio Nunes Marques , indicado ao STF (Supremo Tribunal Federal) pelo ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).

“Não foi pouca coisa. O Lula foi eleito com 4,4 milhões de frente. As autoridades do Judiciário já reconheceram. Já estamos pensando [no governo] e nada da posse” , disse.

Para Guimarães, quem perde uma eleição deve respeitar o resultado das urnas. “As pessoas têm o direito de falar o que quiserem, mas eu aprendi na minha vida que, quando você perde uma eleição, democraticamente, vai para casa, lambe as feridas e se recompõe” , declarou.

Até as 13h desta 3ª feira (27.out.2026), o paradeiro de Flávio Bolsonaro não havia sido confirmado .

SAÍDA DO PAÍS

Na madrugada desta 3ª feira (27.out), o site argentino Infobae publicou reportagem segundo a qual Flávio teria deixado o Brasil em direção à Argentina, de onde seguiria para os Estados Unidos em um jatinho particular.

A reportagem do Poder360 esteve na residência de Flávio, no Lago Sul, bairro de Brasília. As janelas do imóvel estavam fechadas e ninguém atendeu ao interfone. Mais cedo, 3 comboios deixaram o condomínio.

Na 2ª feira (26.out), a Polícia Federal intimou o senador a entregar seus passaportes por determinação do ministro Alexandre de Moraes, do STF. O prazo estabelecido pela decisão judicial termina às 12h desta 3ª feira.

Segundo Flávio, a decisão de Moraes teve como base uma declaração de seu irmão, o ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP). Em entrevista a um programa transmitido nos Estados Unidos, onde mora, Eduardo afirmou ser favorável à saída do irmão do país caso ele perdesse a disputa contra Lula.

“Se meu irmão não ganhar, eu sou a favor de que meu irmão saia do país. Com certeza” , declarou Eduardo na ocasião. Em vídeo publicado em seu perfil no Instagram, Flávio negou a intenção de deixar o Brasil.