Segundo o estudo, os juros comprometeram 14,64% da renda total das famílias no semestre. O volume de dívidas de pessoas físicas em atraso subiu 20,3% e chegou a R$ 186,9 bilhões.

Os dados são de levantamento da FecomercioSP (Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo).

As taxas do crédito livre para as famílias ficaram mais altas na comparação entre o 1º semestre de 2025 e o de 2026. Eis os dados:

taxa nominal ponderada acumulada – de 24,3% para 25,3%;

taxa média mensal equivalente – de 3,69% para 3,83%;

inadimplência acima de 90 dias – de 6,5% para 7,37% (alta de 0,87 ponto percentual, ou 13,4% em termos relativos).

Em 2024, a taxa de inadimplência de pessoas físicas era de 5,59%. A alta em 2 anos é de 1,78 ponto percentual.

O saldo real do crédito livre para pessoas físicas cresceu 6,1% e atingiu R$ 2,353 trilhões. As novas concessões subiram 5,1% e somaram R$ 2,025 trilhões.

A renda familiar consolidada avançou 7,4%, de R$ 3,278 trilhões para R$ 3,521 trilhões, segundo a entidade.

As empresas pagaram R$ 158,6 bilhões em juros no 1º semestre de 2026. No mesmo período de 2025, o valor foi de R$ 158,1 bilhões, variação de 0,3%.

O saldo real do crédito empresarial recuou 2,4%, conforme a FecomercioSP. Eis os dados:

taxa nominal ponderada – de 10,5% para 11%;

taxa média mensal equivalente – de 1,68% para 1,76%;

valor inadimplente – alta de 10,7%, de R$ 58,3 bilhões para R$ 64,5 bilhões;

taxa de inadimplência – de 3,51% para 3,98% (alta de 0,47 ponto percentual, ou 13,4% em termos relativos).

Em 2024, a taxa de inadimplência das empresas era de 3,36%.

Somadas, as despesas com juros de famílias e empresas chegaram a R$ 674 bilhões no semestre. O valor é 7,4% maior do que o do 1º semestre de 2025 e 13% superior ao de 2024.

O estoque de dívidas com atraso superior a 90 dias aumentou 17,7% em 12 meses e somou R$ 251,4 bilhões. Em relação a 2024, a alta real é de 39,4%.

A FecomercioSP afirma que, em 2024, o aumento dos gastos com juros ocorreu com inadimplência controlada.

Em 2026, segundo a entidade, as despesas financeiras crescentes se somam ao acúmulo mais rápido de dívidas em atraso.

A federação também diz que o menor estoque real de crédito às empresas indica que as companhias tomam menos recursos, mas pagam taxas individualmente mais altas.