King não se incomoda em falar quais são as suas adaptações favoritas ou as que menos gostou. Em entrevista publicada pelo Deadline em 2016, e resgatada pela Far Out Magazine , o escritor citou alguns.

Por exemplo, a versão de Stanley Kubrick de O Iluminado não o agrada, apesar de ser “belíssimo”. “Acho que O Iluminado é um filme belíssimo, e visualmente é fantástico”, mas acrescentou: “Como já disse antes, é como um Cadillac grande e lindo sem motor. Nesse sentido, quando estreou, muitas críticas não foram muito favoráveis, e eu fui um desses críticos. Mantive a boca fechada na época, mas não gostei muito do filme”.

E não parou por aí, ele ainda disse que “existem alguns filmes que eu acho, tipo, ‘eca'”. Em 1989 foi lançado Cemitério Maldito , adaptado do livro O Cemitério (1983), segundo King, foi um filme feito às pressas. Além disso, completou dizendo que poderia viver sem toda a franquia de Filhos do Milho, baseada em seu conto de 1977.

Mesmo não gostando de algumas, há adaptações que King admira. Uma delas é Um Sonho de Liberdade — a sua favorita — de Frank Darabont , que ele elogia: “sempre gostei de trabalhar com o Frank. Ele é um cara legal”. Os direitos do filme foram vendidos por uma quantia simbólica por meio do programa Dollar Babies.

O Dollar Babies foi iniciado pelo autor na década de 1980. Ele conta que em 1977 passou a receber diversas mensagens de jovens cineastas — a maioria estudantes — interessados em adaptar suas obras. King então estabeleceu uma política que permaneceu até o final de 2023, em que concedia a qualquer estudante de cinema o direito de fazer filmes baseados em seus contos, sob a condição de que “os direitos do filme ainda sejam meus para ceder”.

Darabont foi um dos estudantes que aproveitou o programa, em 1978 adaptou O Nevoeiro para um curta que quase foi indicado ao Oscar em 2007. O escritor contou a história de quando o diretor pediu para fazer uma versão de Um Sonho de Liberdade : “Eu disse: ‘Claro, Frank, adoraria.’ Ele disse: ‘Bem, ok, quanto?’ Eu disse: ‘Bem, não sei, cara. Me mande um cheque de mil dólares e escreva o roteiro, e se algo acontecer com ele, talvez todos nós ganhemos um dinheirinho, e se nada acontecer, eu devolvo o cheque’”.

“Todo mundo ganhou muito dinheiro, e eu emoldurei o cheque de mil dólares do Frank e mandei de volta para ele”. — Stephen King

A segunda adaptação elogiada por King foi Conta Comigo (1986), de Rob Reiner . “Tive muitos projetos em que me senti realmente satisfeito com o resultado”, disse. O autor preza por versões que se mantenham fiéis ao livro, captando o livro em sua integralidade, como Reiner fez.

Os filmes favoritos de Stephen King sobre Stephen King:

Um Sonho de Liberdade – Frank Darabont

Conta Comigo – Rob Reiner

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