Esta foi a primeira manifestação oficial da corporação após a confirmação de que o parlamentar fugiu do Brasil depois de ser derrotado na eleição presidencial.

"A existência de restrições relacionadas a documentos de viagem, por si só, não caracteriza a condição de foragido nem autoriza a realização de prisão, vigilância permanente ou outras medidas cautelares", diz o comunicado da PF.

Segundo a nota, a PF acionou o STF no domingo (25), dia do segundo turno das eleições, após identificar o risco iminente de o senador deixar o território nacional.

A solicitação se deu na investigação em que Flávio e o advogado Willer Tomaz são investigados por suposta lavagem de dinheiro.

Entre os pedidos apresentados ao Supremo estavam:

apreensão de passaportes;

proibição de saída do país;

restrição de contato com outros investigados.

Após a decisão de Moraes que acolheu os pedidos da PF, a corporação afirmou que cancelou os passaportes comum e diplomático de Flávio Bolsonaro emitidos pelas autoridades brasileiras e incluiu um alerta migratório no sistema SONAR, responsável pelo controle de fronteiras.

Segundo a PF, o senador foi formalmente intimado na manhã de segunda-feira (26), para entregar eventuais passaportes de outras nacionalidades em até 24 horas. O prazo se esgotou sem que os documentos fossem entregues.

A PF destacou ainda que não há registro oficial de saída do senador pelos postos formais de controle migratório do Brasil.

E afirmou que investiga as circunstâncias exatas do descumprimento das ordens judiciais por parte do investigado.

Flávio Bolsonaro desembarca nos EUA

Eva Marie Uzcategui/Reuters