O pedido foi apresentado nas alegações finais do processo. Cariani responde à ação em liberdade e nega as acusações.
Segundo o MP-SP, o influenciador teria participado de um esquema de desvio de produtos químicos usados na produção de drogas, principalmente cocaína e crack. A investigação aponta a movimentação de mais de 12 toneladas de substâncias químicas.
Além de Cariani, o Ministério Público pede a condenação de Fábio Spindola Mota e Rodrigo Gomes Pereira, apontados como participantes do esquema.
Renato Cariani é acusado de desviar produtos químicos
De acordo com a investigação, a empresa Anidrol Produtos para Laboratórios , da qual Cariani era sócio, teria simulado vendas de produtos químicos para empresas farmacêuticas. Na prática, segundo a acusação, os insumos eram desviados para o tráfico de drogas.
A empresa fica em Diadema, na Grande São Paulo. O caso começou a ser investigado em 2019, após a farmacêutica AstraZeneca identificar notas fiscais de operações que não reconhecia.
O Ministério Público aponta 59 operações fraudulentas e suspeita de lavagem de aproximadamente R$ 2,5 milhões, por meio de depósitos em dinheiro.
A investigação ganhou repercussão em dezembro de 2023, durante a Operação Hinsberg , da Polícia Federal .
Segundo os promotores, mensagens encontradas no celular de Cariani indicariam que ele tinha conhecimento do destino dos produtos químicos. A acusação também afirma que o empresário mantinha contato próximo com um policial responsável pela fiscalização dessas substâncias.
Defesa de Renato Cariani nega acusações
Em nota ao portal de notícias g1, o advogado Aldo Romani Netto, que representa o influenciador, afirmou que recebeu o pedido de condenação com naturalidade e sem surpresa.
Segundo a defesa, o Ministério Público manteve a mesma linha de acusação apresentada desde o início do processo. Os advogados pretendem contestar os argumentos com base nas provas reunidas durante a investigação.
“Temos convicção de que esse julgamento conduzirá à absolvição de Renato Cariani”, declarou o advogado.
O MP-SP também pediu a absolvição de Roseli Dorth, sócia de Cariani na Anidrol, e Andréia Domingues Ferreira, que foram citadas nas investigações.
Após a apresentação das alegações finais das defesas, caberá à Justiça analisar as provas e decidir pela condenação ou absolvição dos réus.

