A produção média de petróleo, LGN (líquido de gás natural) e gás natural atingiu 3,512 milhões de boed (barris de óleo equivalente por dia) no período, alta de 11,7% na comparação anual e de 5,3% acima em relação ao trimestre anterior.
A empresa atribuiu o recorde ao que classificou como o seu maior patamar de eficiência da produção em 8 anos e ao “ramp-up” de algumas das suas principais operações no pré-sal. O termo define o aumento gradual da produção de uma nova unidade até que ela atinja a sua capacidade máxima de operação planejada.
A companhia também destacou a chegada ao topo de produção do FPSO Alexandre de Gusmão, no campo de Mero, além do menor volume de perdas por paradas para manutenções.
A estatal também registrou recordes de produção própria e operada no pré-sal, com 4,46 milhões de boed e 2,96 milhões de boed, respectivamente, e a máxima trimestral para produção operada total, com 5,08 milhões de boed.
A produção própria é o volume de óleo e gás que cabe à Petrobras com base na sua fatia de participação nos contratos de concessão ou partilha de produção. Já a produção operada considera todas as instalações, poços e plataformas onde a estatal atua como operadora principal, mesmo que divida a propriedade com outras empresas parceiras.
A diretora de exploração e produção da Petrobras, Sylvia Anjos, atribuiu os recordes ao “excelente desempenho dos reservatórios e à redução do declínio da produção, que, somados à evolução dos projetos e ao aumento da capacidade das plataformas, possibilitaram esse resultado extraordinário da produção de óleo e gás” .
REFINO E MERCADO INTERNO
Em um movimento para evitar importações de diesel diante da alta do petróleo, a Petrobras registrou recorde na produção do combustível, com 769 mil barris por dia, alta de 6,7% em comparação anual e de 0,7% em relação ao 2º trimestre. A estatal destacou a alta taxa de utilização do parque de refino, que atingiu 99% no período.
“Operamos o parque de refino com elevada disponibilidade e fator de utilização, assegurando a confiabilidade das operações e a maximização da produção. Esse desempenho nos permitiu alcançar um novo recorde trimestral na produção de diesel, reforçando a competitividade do nosso parque de refino e sua capacidade de responder de forma ágil às mudanças de cenários do mercado” , disse William França, diretor-executivo de Processos Industriais e Produtos da Petrobras.
Mesmo com o resultado, a estatal registrou alta de 518% na importação de diesel na comparação com o trimestre anterior. Foram 110 mil barris por dia, volume atribuído à maior demanda pelo combustível.
Já a produção de gasolina recuou nas comparações anual e trimestral, ficando em 412 mil barris por dia.
Outro recorde do período foi o resultado das vendas de derivados de petróleo no mercado interno, que atingiram 1.854 milhão de barris por dia, o maior volume desde o 3º trimestre de 2021 e o melhor resultado considerando o parque de refino atual.
O crescimento foi impulsionado principalmente pelas vendas de diesel, que subiram 14,4% em relação ao trimestre passado, e de QAV (querosene de aviação), que cresceram 9,9% na comparação trimestral.

