CNN , MS NOW e Politico processaram o governo de Trump em setembro depois de terem sido banidos da Casa Branca. Os jornalistas ligados a estas empresas tiveram as credenciais de acesso à sede do Executivo norte-americano revogadas.

A medida seria uma punição por, segundo o presidente, divulgarem “fake news” sobre o governo. Ele também afirmou que outras empresas de comunicação poderiam ter o mesmo destino.

Em nota, os veículos banidos afirmaram que “ sem aviso prévio ou qualquer procedimento, a Casa Branca revogou as credenciais de nossos jornalistas porque se opôs às nossas reportagens” . De acordo com o texto, a decisão de Trump “ameaça a liberdade de imprensa e o direito do público a um jornalismo independente e livre de interferência do governo” .

O juiz Timothy Kelly determinou a retomada do acesso enquanto o processo segue em análise. O governo norte-americano manteve, mesmo depois a determinação do juiz, a exclusão dos jornalistas dos 3 veículos de viagens no Air Force One nas semanas seguintes.

A ação ampliada pede que o tribunal declare ilegal a proibição imposta pelo presidente e emita uma liminar permanente em favor das três empresas. No documento, os veículos descrevem as ações do governo como inconstitucionais e de caráter retaliativo, com base em discriminação de opinião.

“Para que fique claro, os veículos de comunicação não reivindicam um direito irrestrito de entrar no Salão Oval ou viajar a bordo da Força Aérea Um. Mas, uma vez que a Casa Branca abre esses espaços para jornalistas selecionados para coleta e reportagem de notícias, a Casa Branca não pode excluir os autores da ação simplesmente por não gostar da cobertura que eles fazem” , diz trecho da ação divulgada pela CNN .

O documento ainda pede que a Justiça declare ilegais “a contínua exclusão dos demandantes de áreas específicas da imprensa na Casa Branca por motivos retaliatórios e de discriminação de opinião” .