A Justiça de São Paulo indeferiu a denúncia feita pelo Ministério Público estadual contra o presidente do Corinthians, Osmar Stabile , acusado de apropriação indébita dos recursos do clube . A decisão foi proferida pela juíza Daniela Martins de Castro Mariani Cavallanti, da 2ª Vara Criminal de São Paulo, na terça-feira (27), e assinada nesta quinta-feira (29).
O Ministério Público apontava possíveis irregularidades em pagamentos que ultrapassaram R$ 720 mil, realizados entre julho de 2025 e agosto de 2026. Os valores foram repassados em 16 parcelas à empresa de segurança Bear Security.
Ao analisar o caso, a magistrada concluiu que não havia elementos suficientes para instaurar uma ação penal pelo suposto crime de apropriação indébita. Além de rejeitar a denúncia, a Justiça negou os pedidos apresentados pelo órgão, incluindo o afastamento de Stabile da presidência, a restrição de acesso às dependências do clube e o bloqueio de bens no valor de R$ 721 mil.
Defesa afirma que contratação ocorreu após ameaças
A defesa de Osmar Stabile argumentou que a contratação da Bear Security foi motivada por ameaças sofridas pelo dirigente. Segundo a justificativa apresentada, a empresa foi contratada para garantir a segurança do presidente diante da situação enfrentada.
Outro ponto considerado na decisão foi que os pagamentos passaram pelos procedimentos internos do Corinthians e receberam aprovação do clube. A magistrada também levou em conta que os serviços contratados foram efetivamente prestados.
Ministério Público pode recorrer
A investigação teve origem em representações feitas por associados do Corinthians e levantou questionamentos sobre a relação entre o clube e a empresa de segurança, criada em 2025 e que, durante o período analisado, teria emitido notas fiscais exclusivamente para o Timão.
O promotor Cássio Roberto Conserino deve recorrer da decisão.

