Enquanto mais de 60% dos municípios brasileiros não têm livrarias , a RMC segue na contramão desse cenário. As 20 cidades da região contam com pelo menos um estabelecimento do tipo, e o número de livrarias cresceu 3,65% entre 2025 e 2026, passando de 466 para 483 unidades.

A realidade nacional é diferente: dos 5.571 municípios brasileiros, 3.549 (63,7%) não possuem livrarias. Os dados são de levantamento do IPC Maps .

A facilidade de acessar livros digitais na palma da mão, por meio de celulares, tablets e dispositivos próprios para leitura, transformou os hábitos dos leitores. Ainda assim, as livrarias físicas mantêm seu espaço como locais de descoberta, contato direto com as obras e busca por novas histórias.

Campinas concentra mais da metade das livrarias da RMC

Campinas lidera o ranking regional, com 253 livrarias em 2026 , o equivalente a 52,4% do total da RMC . No ano passado, eram 244 unidades, nove a menos que neste ano.

Americana aparece na segunda posição, com 43 livrarias, ante 39 em 2025. Indaiatuba ocupa o terceiro lugar, com 36 estabelecimentos.

Dia do Livro destaca a importância da leitura

O Dia Nacional do Livro é celebrado em 29 de outubro e convida à reflexão sobre a importância da leitura e dos espaços dedicados aos livros. A data faz referência à fundação da Biblioteca Nacional, em 1810, no Rio de Janeiro.

Seja nas páginas impressas ou nas telas dos dispositivos digitais, a leitura continua sendo uma forma de ampliar conhecimentos, conhecer diferentes realidades e explorar novas ideias. Nesse cenário, as livrarias seguem como espaços de encontro entre leitores e histórias, mesmo diante das mudanças tecnológicas.

Na era digital as livrarias dividem espaço com telas de celulares, tablets e leitores digitais. (Reprodução/EPTV)

Veja quantas livrarias há em cada cidade da RMC

Confira a quantidade de livrarias por município em 2026, segundo o levantamento do IPC Maps:

Santa Bárbara d’Oeste: 21

Engenheiro Coelho: 11

Artur Nogueira: 4

Nova Odessa: 4

Monte Mor: 4

Santo Antônio de Posse: 2

Entre os municípios da região, Vinhedo registrou o maior crescimento percentual no número de livrarias entre 2025 e 2026. O total passou de sete para 12 estabelecimentos, uma alta de 71,4%.

Em números absolutos, Campinas liderou a expansão, com nove livrarias a mais em relação ao ano anterior. Indaiatuba e Vinhedo registraram aumento de cinco unidades cada, enquanto Americana ganhou quatro estabelecimentos.

Setor enfrenta desafios para se manter

Quem gosta de livros reforça a importância do gosto pela leitura. (Foto: Reprodução/EPTV)

Apesar de todas as cidades da RMC contarem com livrarias e de a região ter registrado crescimento entre 2025 e 2026, o avanço de 3,65% ficou abaixo da média nacional, de 9,2%.

Segundo Marcos Pazzini, responsável pelo estudo, parte do crescimento nacional pode ser explicada pela abertura de uma única livraria em municípios que antes não tinham nenhum estabelecimento do tipo . Nesses casos, a chegada de uma unidade já representa um aumento percentual expressivo.

O setor também enfrenta desafios como a concorrência do comércio eletrônico e a redução do consumo de livros em períodos de aperto no orçamento das famílias.

Para Larissa Santana, consultora de marketing e apaixonada por livros, a leitura proporciona a oportunidade de conhecer outras realidades e refletir sobre a própria vida.

“Eu saio de uma vida e vou para outra. Cada livro eu vivo uma coisa diferente, além de trazer experiências individuais, então eu consigo refletir sobre algum momento que estou vivendo”, conta.

Além da comercialização de obras, as livrarias oferecem experiências que vão além da compra. Folhear as páginas, conhecer títulos presencialmente e trocar experiências com outras pessoas são algumas das possibilidades proporcionadas por esses espaços.

Pazzini avalia que o aumento no número de estabelecimentos pode indicar uma tendência para os próximos anos. Ele também destaca a importância da leitura e da presença física das livrarias para o acesso à cultura.

“Esse aumento na quantidade de comércios varejistas mostra que há demanda para isso, o que é muito positivo. Já que com a cultura podemos melhorar o desenvolvimento. E ter o ponto físico é muito interessante para quem curte livros”, afirma.

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